Cães de Chernobyl: como a radiação fez eles resistentes ao câncer

Cães que vivem na zona de exclusão de Chernobyl estão desafiando a ciência. Após quase 40 anos expostos à radiação, eles desenvolveram uma resistência surpreendente ao câncer. Um estudo, publicado na revista Science Advances , revelou que eles possuem mutações genéticas raras que os tornam mais resistentes à radiação e a doenças.

Foto: Mike Hettwer

O que a pesquisa da Science Advances revelou sobre os cães de Chernobyl

O que eles encontraram foi surpreendente: esses cães desenvolveram mutações genéticas únicas, que não só os ajudam a resistir à radiação, mas também parecem proteger seu organismo contra o câncer. Essas mutações afetam genes ligados à reparação do DNA e à resposta imunológica, fazendo com que eles consigam lidar melhor com os danos do que a radiação normalmente causaria.

Além disso, o estudo aponta que essas mutações não são só são resultado da radiação, mas de um processo rápido de adaptação devido ao isolamento. Isso provoca pouca entrada de novos genes na população. É como se eles tivessem “evoluído” aceleradamente para sobreviverem nesse ambiente hostil. Essa curiosidade pode abrir caminhos para novas pesquisas médicas, ajudando a entender como o corpo humano pode resistir a doenças causadas por radiação, como o câncer.

Os pesquisadores também acreditam que essas informações podem ser úteis para futuras missões espaciais, onde os astronautas podem ser expostos a radiação por longos períodos.

Fonte: Science Advances

Seguir
Buscar
Carregando

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...