O fim do mal do século: a primeira cirurgia cerebral contra a depressão

Um marco na medicina foi alcançado na Colômbia: pela primeira vez, uma paciente com depressão resistente (não corresponde a tratamentos convencionais) foi submetida a uma cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda (ECP).
A protagonista deste feito se chama Lorena Rodrigues, tem 34 anos e sofre com a depressão desde os 17 anos.

O fim da batalha

Lorena Rodrigues

A depressão, considerada o “mal do século XXI”, afeta mais de 300 milhões de pessoas, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Alguns tratamentos tradicionais funcionam, tais como:

A nova cirurgia pode representar uma guinada radical porque a técnica consiste em implantar eletrodos em áreas específicas do cérebro, capazes de modular a atividade neuronal de forma precisa e contínua.

Embora esse tipo de abordagem já exista em outras condições, como no tratamento do Parkinson e distúrbios obsessivos, esta é a primeira vez usada contra a depressão.

A paciente Lorena descreveu sua experiência:

Foi como renascer.

A frase curta resume a esperança trazida por esse avanço médico. No caso dela, o doutor responsável pelo procedimento foi o neurocirurgião William Omar Contreras e sua equipe.

Depressão

Ainda que não tenha sido aprovado pelo órgão regulador americano (FDA), o feito abre caminho para testes experimentais. Além disso, acende a perspectiva dos que precisam de soluções além da farmacoterapia e da psicoterapia.

Enfim, com a promessa da cura de uma das doenças mais poderosas do último século, a nova cirurgia representa mais que uma luta contra a depressão intratável. À medida que a ciência avança, a vida pode ganhar uma nova chance.

Seguir
Buscar
Carregando

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...