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O intrigante Livros dos Mortos dos egípcios

POR Leticia Rocha    EM Curiosidades      13/02/19 às 16h42

Os ritos mortuários de cada nação, local e cultura variam bastante. Para alguns, a morte é o ponto final de tudo, para outros é o início de uma nova etapa e há aqueles que pensam que é o início de um nova vida. Alguns lidam com a morte com tristeza, enquanto outros lidam com alguma alegria e esperança. Como dissemos, a forma de encarar a morte é muito singular.

Para os egípcios, a morte não era o fim de tudo. Eles acreditavam em uma vida após a morte e por isso, os ritos para chegar ao outro lado eram muitos. Tanto que havia escritos exclusivos para esse momento.

O livro dos mortos

O Lepsius, apelidado de Livro dos Mortos, era uma obra que ensinava como ir adiante. Pesquisadores que estudaram os hieróglifos descobriram que os textos eram feitiços que guiavam os mortos em segurança em sua trajetória.

De início, o livro era destinado apenas à realeza. No entanto, com o passar do tempo e sua popularização, qualquer pessoa que tivesse dinheiro suficiente para adquiri-lo ou produzi-lo, poderia ter um. O primeiro Lepsius foi encontrado no sarcófago da dinastia XIII, Mentuhotep. No entanto, não se sabe como ou quando esse livro foi criado.

Jornada dos mortos

A jornada dos mortos, obviamente, era desconhecida para os vivos, mas eles sabiam que em outro mundo estariam expostos a muitos perigos. O Livro dos Mortos tinha o intuito de facilitar essa travessia.

Durante as cerimônias fúnebres, os sacerdotes inclusive entoavam trechos do livro. No entanto, essa era apenas uma das etapas do rito mortuário. Um deles se chamava "abertura da boca" e nele, algumas ferramentas do ritual eram colocadas no sarcófago, pois os egípcios acreditavam que isso reativava os sentidos dos mortos.

O livro dos mortos contava com vários capítulos que explicavam tudo o que deveria ser feito até que o defunto conseguisse chegar a sua nova vida. O falecido precisaria enfrentar monstros e uma série de etapas, até chegar ao paraíso. Para passar por essas etapas, era preciso atravessar portões, que só eram abertos com a oração certa, oração está que estava no Livro dos Mortos. Por isso, o texto era de tanta importância para os egípcios.

Houve momentos em que o livro foi bastante difundido, como foi no caso do Reino Novo (de 1539 a 1075 a.C). O livro chegou a ser ilustrado e várias cópias eram feitas, algumas inclusive com um espaço em branco, para que pudesse ser personalizado com o nome do falecido. Tudo para que os falecidos pudessem encontrar a paz e a vida plena após a morte.

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Leticia Rocha
Jornalista e aprendiz de Dani Noce. No insta é ticia_rochaa
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