Ciência e Tecnologia

NASA pretende testar nova órbita ao redor da Lua

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Na última terça-feira (28), a NASA lançou uma nave espacial que tem o tamanho aproximado de um microondas em direção à Lua. De acordo com a agência, o objetivo é testar uma nova órbita, que nunca foi usada antes, para se preparar para novas missões espaciais.

A nave, batizada de CAPSTONE, pesa quase 25 quilos e levará quatro meses para chegar ao destino. Depois, os pesquisadores planejam que ela fique pelo menos seis meses em órbita, recolhendo informações sobre a trajetória.

Assim, a CAPSTONE é um elemento importante do programa Artemis, que inclui a ida da primeira mulher à Lua. Essa nave irá seguir uma nova órbita, conhecida pela sigla NRHO (near rectilinear halo orbit), que pode vir a ser útil em futuras missões espaciais.

Esse novo caminho é considerado vantajoso uma vez que otimiza os recursos necessários em uma missão. No caso da Apollo, a órbita que os pesquisadores traçaram era circular e ficava a pouco menos de 100 quilômetros da superfície da Lua. Logo, eles podiam ir do solo para o módulo de forma rápida, mas isso gastava muito combustível.

Artemis

No programa Artemis, a NASA pretende montar uma estação espacial na órbita lunar chamada Gateway. Ela usaria a nova órbita, testada pela CAPSTONE e serviria como uma plataforma de treinamento e alojamento para futuros astronautas que irão à Lua.

Assim como a CAPSTONE, a Gateway chegará a 1.609 quilômetros de um polo lunar em uma passagem mais próxima e 70.006,5 quilômetros no polo oposto. Com isso, demora sete dias para completar uma volta. Dessa forma, essa nova órbita oferece vantagens importantes, sendo que uma delas é a constante vista para a Terra. Isso proporciona uma comunicação contínua durante toda a rotação.


Porém, o principal benefício é a economia de combustível. Isso porque se manter na órbita NRHO demanda menos combustível, visto que as naves espaciais sofrem menos atração gravitacional da Terra e da Lua nesse percurso. Como resultado, o caminho é relativamente estável.

“Tem o benefício de precisar de baixa energia para entrar e de baixa energia para sair”, relata Chris Baker, executivo do programa de tecnologia de pequenas naves espaciais da NASA. Além disso, Baker descreve a espaçonave nessa órbita como “se equilibrando no ponto entre a atração gravitacional da Terra e a atração gravitacional da Lua”.

A NASA também pretende testar uma nova forma de navegação em que a nave irá tentar determinar sua própria posição e velocidade no espaço. Dessa forma, o objetivo é depender menos de informações da Terra. Assim, a previsão é de que Capstone tenha a chegada na órbita lunar no meio de novembro.

NASA anuncia novos trajes espaciais

NASA

A NASA anunciou que os seus astronautas terão novos trajes espaciais para missões fora da nave, substituindo os que são usados há 40 anos. De acordo com a NASA, as empresas responsáveis pela produção dos novos trajes espaciais são a Axiom Space e a Collins Aerospace. Assim, essas empresas serão as donas dos trajes, e não a NASA. Portanto, a agência incentiva as empresas a explorarem outras aplicações comerciais.

A ideia da NASA é de que os astronautas usem novos trajes espaciais na Estação Espacial Internacional (ISS) durante a execução do programa Artemis. Além disso, serão usados em uma possível ida para Marte. O objetivo é que os trajes estejam prontos para uso na missão Ártemis 3, planejada para 2025.

De acordo com Lindsay Aitchison, executivo do programa de atividade extraveicular e de mobilidade no espaço da NASA, “os trajes espaciais sempre representaram um problema nas viagens”. Por exemplo, recentemente, a ISS precisou interromper as caminhadas espaciais por conta de um vazamento nos trajes, o que poderia acabar em um acidente fatal. Logo, houve a demanda da NASA por trajes que não dificultassem o deslocamento e fossem duráveis.

Os trajes devem pesar cerca de 54 kg cada. No entanto, ainda não há prazo ou design definidos.

Fonte: Superinteressante

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