
Após utilizarem técnicas avançadas estátisticas, um grupo de físicos, brasileiros, atestou que o Manuscrito de Voynich aparenta não ser apenas um amontoado de símbolos sem sentidos, como alguns estudiosos afirmam.

Páginas da secção “farmacológica” do manuscrito Voynich
O manuscrito Voynich é pouco conhecido, pois foi escrito em um alfabeto desconhecido no ínicio do século XV. Ele foi adquirido por um livreiro polonês chamado Wilfrid Voynich, casado com a filha de George Boole, um famoso matemático britânico.
Ele é ricamente illustrado com imagens de plantas e corpos celestiais. Leva-se a crer se tratar de um texto botânico ou astrológico. Entretanto, seu conteúdo se mantém em segredo.
Com estudos, a equipe brasileira compostas por pesquisadores que trabalham na Alemanha e em São Carlos, em São Paulo, acredita ter identificado o conjunto de palavras que mais caracterizam o gênero desse texto.
Com essa descoberta, poderá ser possível traduzir a mensagem desse livro, se houver.

“Ele foi adquirido por um livreiro polonês chamado Wilfrid Voynich”
Contrariando Schiner, as medidas analisadas pelos brasileiros indicam que o manuscrito de Voynich tem estrutura sintática e transmite uma mensagem.
Altman, um dos pesquisadores, afirma que as análises revelam padrões linguísticos coerentes demais para serem aleatórios. Ele observa que a distribuição de palavras, repetições e variações seguem regras semelhantes as das línguas naturais, o que indica a intenção do autor de comunicar algo.
Ao compararem o Manuscrito a mais livros, os pesquisadores aumentam as chances de identificar qual linguagem mais se aproxima da usada no Manuscrito.
Enfim, com o avanço de cada novo estudo, os especialistas reforçam, de forma consistente, a ideia de que o Manuscrito de Voynich segue padrões de uma linguagem natural.
Jorge Stolfi do Instituto de Computação da Universidade de Campinas (UNICAMP) finda ao dizer:
“Eu acho que é uma transcrição fonética de alguma língua do Leste Asiático, feita por um europeu, provavelmente ditada por um nativo, usando um alfabeto inventado pelo autor para esse fim..”
Contudo, Stolf acrescenta que, mesmo considerando sua hipótese acertiva, ele não se arrisca a prever quando acontecerá a decifração do Manuscrito de Voynich.
Se desejar saber mais sobre esse assunto, tenha acesso à pesquisa na íntegra através do site :https://revistapesquisa.fapesp.br/en/the-voynich-manuscript/






