
Na segunda-feira dessa semana começou o encontro com o Grupo dos Vinte (G20), que é o fórum principal de cooperação econômica internacional. A sede da reunião, que conta com as 19 maiores economias do mundo mais União Europeia e União Africana, esse ano é no Rio de Janeiro. E por ser no nosso país, muito tem se falado sobre esse encontro, mas não são todas as pessoas que entendem o que ele realmente é.
O primeiro e mais importante ponto a ser esclarecido é: o que é o G20? Essa é um sigla que abrevia “Grupo dos Vinte”, que é um “clube” de cooperação internacional. Ele é correspondente a 85% do PIB do mundo e dois terços da população da Terra.
Por conta do seu tamanho, o que a cúpula discute são diversas iniciativas que promovam melhorias econômicas e políticas sociais nos países que fazem parte desse clube. Além de negociar acordos durante o ano e os assinar no último dia de reunião.
Dentre os pontos que são discutidos estão desenvolvimento sustentável, mudanças climáticas, saúde, agricultura e combate à corrupção.
O G20 também tem uma presidência rotativa. Nesse ano, ela é do Brasil e ao todo vieram 55 delegações, dentre países convidados e organismos internacionais. Depois do fim dessa cúpula, nosso país irá passar a presidência para a África do Sul.

Brasil escola
O começo do G20 foi em 1999 como uma resposta para as crises financeiras do fim dos anos 1990. Nessa época ele era formado pelos ministros das finanças e presidentes de bancos centrais de 19 países mais a União Europeia. No entanto, depois da crise financeira, em 2008, a reunião que era somente dos ministros e diretores dos banco centrais (BCs) do grupo passou a ser uma cúpula de chefes de Estado.
Depois dessa mudança, a primeira Cúpula do G20 aconteceu em novembro de 2008, em Washington. E até 2010 elas eram feitas a cada semestre. Foi a partir de 2011 que elas começaram a acontecer uma vez por ano.
Poder decisório
Como dito, o grupo debate assuntos como estabilidade econômica global, desenvolvimento econômico, questões climáticas e sociais. Ou seja, ele reflete os interesses das economias mais ricas, mas não tem poder para sancionar ou implementar decisões de maneira mandatória.
Desde a crise de 2008, o G20 trabalha junto com outros organismos, países convidados e fóruns internacionais, como o Banco de Compensações Internacionais (BIS) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
E como a presidência do grupo é rotativa, ele não tem um corpo de funcionários permanente. Além disso, um programa de trabalho é estabelecido a cada ano de acordo com o país que está presidindo o G20. Geralmente, ele dá continuidade à maioria dos assuntos discutidos no grupo, mas também pode introduzir novos temas e iniciativas.

Agência Brasil
O G20 desse ano tem o lema “Construindo um mundo justo e um planeta sustentável”. Para isso, o Brasil elencou duas forças tarefas dentro do tema.
A primeira é a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, com o objetivo de angariar recursos e conhecimento para implementar políticas públicas para diminuir a fome no mundo.
A segunda é a Mobilização Global para Mudança do Clima, que tem a meta de acelerar ações de transição energética para conseguir implementar o que foi acordado no Acordo de Paris.
O terceiro tema levantado pela presidência brasileira no G20 é a reforma da governança global.
Fonte: O Globo
Imagens: Brasil escola, Agência Brasil






