O que é oxigênio negro?

Dentre os fatores essenciais para a vida na Terra, o oxigênio é um deles. Contudo, um fenômeno extremamente fascinante está tendo mais atenção nas pesquisas científicas recentes: o oxigênio negro. Isso tem acontecido ainda mais depois que ele foi descoberto nas profundezas do oceano pacífico.

Por mais que o nome seja o mesmo, ele é diferente do oxigênio produzido por organismos fotossintetizantes. No caso do oxigênio negro, ele é produzido pelos processos geológicos, especificamente pela eletrólise em nódulos polimetálicos.

Essa foi uma descoberta que não somente desafiou o entendimento tradicional a respeito da origem do oxigênio na Terra, mas também trouxe questões interessantes a respeito da possibilidade de vida em locais extremos, seja na Terra ou em outros corpos celestes.

Como o oxigênio negro está presente em locais abissais, isso sugere que a vida pode ter aparecido em condições diferentes das que se conhece hoje em dia. Isso aumenta o entendimento a respeito da ecologia marinha e da astrobiologia. Por conta de tudo isso, esse oxigênio se torna essencial na exploração das interações entre vida, geologia e a busca por vida extraterrestre.

Oxigênio negro, o que é?

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O oxigênio negro foi descoberto recentemente pelos cientistas nas profundezas do oceano pacífico. Tal descoberta tem implicações significativas para entender a origem da vida no nosso planeta e a possibilidade de existir vida em outros corpos celestes.

Esse tipo não é produzido por organismos vivos, como por exemplo as cianobactérias, mas sim através de processos geológicos envolvendo nódulos polimetálicos. Esses nódulos são depósitos minerais ricos em metais, como por exemplo, o manganês, cobre e cobalto.

Essa descoberta foi feita a mais de quatro mil metros de profundidade na planície abissal da zona de fratura de Clarion-Clipperton, no centro do Pacífico, em frente à costa do México. O estudo foi feito pela Associação Escocesa de Ciências Marinhas (SAMS) que, originalmente, estava estudando o impacto da mineração nas águas profundas.

Contudo, ao invés de observarem os níveis de oxigênio diminuindo, os pesquisadores viram um aumento significativo na concentração de oxigênio na água sobre os sedimentos.

Como dito, o oxigênio negro é gerado através da eletrólise, que é quando as moléculas de água se quebram em hidrogênio e oxigênio. E para isso acontecer é preciso uma voltagem mínima de 1,5 volts. Para isso, os  nódulos polimetálicos, que tem uma voltagem de aproximadamente 0,95 volts, podem se agrupar para produzir voltagens mais altas e agir como “geobaterias” naturais.

Descobrir isso foi um desafio para a ideia de que a produção de oxigênio se restringe aos ambientes iluminados. Além de sugerir que processos parecidos podem acontecer em ambientes sem luz.

Origem da vida

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Outro ponto que a descoberta do oxigênio negro pode mudar é a história da origem da vida no nosso planeta. O pensado era que o oxigênio começou a ser produzido há aproximadamente três bilhões de anos por conta da atividade de cianobactérias. Contudo, ter uma produção dele em locais abissais, onde não existe luz do sol, mostra que a vida  aeróbica poderia ter surgido em lugares diferentes do que era pensado anteriormente.

Essa nova visão dá uma possibilidade da vida começar em locais marinhos profundos, locais que tem condições que podem ser parecidos com o que pode ser encontrado em outros planetas e luas. Justamente por isso que oxigênio negro é uma fronteira nova para a pesquisa científica.

Fonte: Olhar digital

Imagens: Olhar digital

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