O que existe dentro do Grande Buraco Azul?
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O que existe dentro do Grande Buraco Azul?

Richard Branson é o nome do homem que já conquistou a Terra e o espaço. Agora, ele busca, em seu mais novo empreendimento, conhecer alguns pontos do fundo do mar. Branson juntou-se a uma equipe de cientistas, exploradores e cineastas para tentar decifrar o que podemos encontrar no fundo do Great Blue Hole, em Belize. Esse lugar mágico fica a 100 quilômetros da costa de Belize, no centro de um atol que é conhecido como Lighthouse Reef. O buraco possui mais de 300 metros de largura e 125 metros de profundidade.

Essas dimensões o tornam o segundo maior buraco azul do mundo, ficando atrás apenas do famoso Dragon Hole, no mar da China Meridional. Os buracos azuis como estes são essencialmente buracos oceânicos formados durante a última Idade do Gelo. Isso foi quando os níveis do mar eram mais baixos. Na época, esse buraco, em especial, teria sido uma caverna de calcário. No entanto, com a subida das águas do mar, ela inundou e erodiu, desmoronando para formar a caverna marinha.

Os envolvidos nessa expedição usarão uma seleção de submersíveis, incluindo um Aquatica Stingray 500 tripulado. Geralmente, os mergulhadores só podem descer até 40 metros do buraco, ou seja, nem metade do caminho total. Essa pode ser a primeira vez que os seres humanos conseguirão ver o que está no fundo do mar. O plano dos estudiosos é construir modelos da vida real do Great Blue Hole e coletar informações sobre a qualidade da água no buraco.

Essa pesquisa pode ainda ajudar a decifrar algumas coisas do passado. Uma análise profunda do sedimento no Great Blue Hole indica um período de seca extrema durante o século 10. Isso pode ter sido um grande contribuinte para a queda do Império Maia. “Nós vamos nos fixar no fundo porque teoricamente vem se enchendo de lodo nos últimos 100 mil anos”, disse a Piloto Chefe da Aquatica, Erika Bergman. “Podemos ficar muito, muito perto dos objetos sem tocá-los ou estressá-los de qualquer maneira. Tivemos muita experiência fazendo isso em torno de naufrágios, principalmente, onde você definitivamente não quer tocar em nada”, concluiu.

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