
Em 1999, os Estados Unidos acompanharam, perplexos, a trajetória de um jato executivo Learjet 35, matrícula N47BA. O avião decolou da Flórida rumo ao Texas, mas, pouco tempo depois, deixou de responder ao controle aéreo. O que parecia apenas uma falha de comunicação logo se transformou em um dos casos mais estranhos da aviação moderna.
O Learjet seguiu viagem em silêncio, como se ninguém estivesse no comando. A imprensa logo batizou o episódio de “voo fantasma”.

O avião deveria pousar no Texas, mas em vez disso seguiu em linha reta pelo espaço aéreo americano. Caças da Força Aérea foram enviados para interceptá-lo. Quando se aproximaram, o que viram aumentou o mistério: a cabine estava embaçada e não havia sinais de vida nos controles.
Mesmo sem resposta, o jato continuou voando por quase 4 horas, até que o combustível acabou. O avião então caiu em um campo em Dakota do Sul, matando todos a bordo.

As investigações concluíram que houve uma despressurização da cabine pouco após a decolagem. Isso significa que os passageiros e a tripulação ficaram sem oxigênio suficiente. Em situações assim, a inconsciência chega em minutos e, sem intervenção, pode ser fatal.
Como o piloto e o copiloto desmaiaram rapidamente, o avião ficou no piloto automático até cair. Um verdadeiro fantasma nos céus.
Entre as vítimas estavam o famoso jogador de golfe Paine Stewart, seu agente e o copiloto da aeronave. A morte trágica de Stewart, que era uma celebridade nos EUA, fez com que o caso ganhasse ainda mais repercussão na mídia.
O acidente do voo N47BA continua sendo lembrado como um dos episódios mais bizarros e tristes da aviação. O fato de um avião voar por horas sem ninguém no comando, com todos a bordo já inconscientes, parece até cena de filme.
Fonte: Mega Curioso





