
Na mitologia mesopotâmica, especialmente babilônica e assíria, Pazuzu era o deus do vento e estava ligado à seca, às pestes e às tempestades. Apesar desse currículo pesado, ele era invocado para afastar malignos ainda piores. Pescava bem, enfrentava seu rival, a demônio Lamashtu, que atacava recém-nascidos e mães. Por isso, amuletos com sua imagem eram usados por gestantes para proteção

Uma das figuras mais emblemáticas de Pazuzu é uma estatueta de bronze do período pós-assírio (cerca de 900–600 a.C.), com cerca de 15 cm de altura, encontrada no atual Iraque. Hoje ela está no Louvre, viajando entre os mundos da arqueologia e do horror pop.
Ela ostenta a inscrição: “sou Pazuzu, filho de Hanbi…, rei dos demônios do ar.” Um artefato apotropaico que, paradoxalmente, define quem deve assustar quem.

No romance de 1971 de William Peter Blatty, e no filme de 1973, Pazuzu aparece na forma de uma estatueta descoberta na Mesopotâmia, prelúdio de um dos filmes de terror mais icônicos de todos os tempos. Essa ligação deu ao demônio milenar uma nova vida e muitos pesadelos.
Até os Simpsons já fizeram piada com isso, e o nome marcou presença em quadrinhos, séries e videogames.
Mesmo com a aparência bizarra, Pazuzu era mais protetor que vilão. Peças com sua imagem eram colocadas em portas, penduradas em colares ou usadas para amarrar em ovais de fumigações, tudo para manter os males longe de quem cuidava de vidas frágeis.
Fonte: Aventuras na História

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