Quando a arquitetura valia medalha nas Olimpíadas

A obra valia ouro

Se você acha que Olimpíadas são só sobre correr ou nadar, para tudo: entre 1912 e 1948, artistas e até arquitetos ganharam medalhas olímpicas. Isso mesmo, nas primeiras décadas dos Jogos modernos, quem criava beleza e cultura também podia subir ao pódio.

Arte e arquitetura viraram esporte

Foi o próprio Barão de Coubertin, fundador do movimento olímpico moderno, quem teve a ideia: esportes deveriam andar lado a lado com arte. E não era qualquer arte: pintura, escultura, música, literatura e arquitetura eram aceitas, mas as obras tinham que ter conexão com o esporte. Um tempo em que estética e físico se encontravam.

Os vencedores podiam ganhar medalhas de ouro, prata ou bronze,  igual aos atletas, só que pela criatividade. Em 1928, o Estádio Olímpico de Amsterdã, projetado por Jan Wils, ganhou ouro e partiu pra ser ícone arquitetônico. Outras obras premiadas continuam de pé até hoje, como o Estádio de Wroclaw (bronze em 1932) e o Ginásio Payne Whitney, de Yale (prata, também em 1932).

Por que isso parou?

Com o tempo, os artistas passaram a ser profissionais, o que ia contra o ideal olímpico original de amadorismo. Então em 1952, o COI eliminou a competição artística e criou exposições em vez de premiações.

Fonte: Arch Trends

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