
Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) identificaram uma nova espécie de réptil que viveu há cerca de 230 milhões de anos. O fóssil surgiu no município de Agudo, no Rio Grande do Sul. Além disso, a região já é conhecida por revelar vestígios importantes do Período Triássico.

Foto: Caio Fantini/ Universidade Federal de Santa Maria
O animal chamou atenção pelo formato do crânio. Ele tinha uma estrutura triangular e um bico pontiagudo, semelhante ao de um papagaio. Por isso, o achado rapidamente se destacou entre os especialistas.
Os cientistas batizaram a espécie de Isodapedon varzealis. Ela pertence ao grupo dos rincossauros, répteis herbívoros que viveram antes da ascensão dos dinossauros.
Além disso, o animal provavelmente media entre 1,2 e 1,5 metro de comprimento. No entanto, os pesquisadores ainda não confirmam o tamanho total com precisão. Isso acontece porque, até agora, eles analisaram principalmente um crânio fossilizado.
O “bico de papagaio” não servia apenas para aparência. Na verdade, ele tinha uma função importante na sobrevivência do animal. Os cientistas acreditam que o réptil usava essa estrutura para cortar plantas e escavar o solo.
Além disso, seus dentes ajudavam a triturar melhor os alimentos. Dessa forma, a alimentação se tornava mais eficiente. Assim, essa combinação indica uma adaptação importante ao ambiente da época.
O réptil viveu em um período com grande diversidade de espécies. Ele coexistiu com parentes antigos dos crocodilos e com alguns dos primeiros dinossauros.
Por fim, a descoberta reforça a importância do Rio Grande do Sul para a paleontologia. A região guarda registros valiosos do Triássico. Além disso, o achado mostra que os rincossauros eram mais diversos do que se pensava.
Fonte: Aventuras na História






