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Revo: quanto custa para voar no “Uber” de helicóptero que chegou a SP?

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A Uber foi fundada em 2009 por Garrett Camp e Travis Kalanick, com o objetivo inicial de ser um serviço parecido com um taxi de luxo. Em 2010, o aplicativo foi lançado e foi um dos pioneiros no conceito apresentado. Hoje, o conceito é bem conhecido e replicado por várias outras empresas. Contudo, todos eles se limitavam aos automóveis. Ou pelo menos até agora.

Isso porque a Omni Helicopters International (OHI), que é uma empresa portuguesa de serviços de helicópteros, lançou a Revo. Ela é uma nova plataforma de mobilidade urbana para São Paulo. O serviço oferecido por ela será como um Uber aéreo, ou seja, os helicópteros irão levar os clientes pelos bairros mais nobres da capital.

Segundo a própria empresa, a Revo é uma alternativa para as pessoas que precisam voar, mas hoje em dia só conseguem fazer isso locando a aeronave de empresas de táxi aéreo. Dessa forma, eles gastam, no mínimo, dezenas de milhares de reais.

“Uber” aéreo

 

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No caso desse Uber aéreo, as viagens poderão ser: da Avenida Faria Lima ao Aeroporto Internacional de Guarulhos e à Fazenda Boa Vista, em Porto Feliz, no interior de São Paulo.

O trajeto mais curto, que é da Faria Lima até o aeroporto, irá custar R$ 3.500. Já o mais longo, da Faria Lima até Porto Feliz, sairá pelo valor de R$ 5.000. Nas viagens estão inclusos concierge, carros e motoristas para levar bagagens e transporte até o helicóptero da companhia.

Quem quiser fazer uma dessas viagens pode contratar o serviço via aplicativo da Revo, e a forma de pagamento é parecida com a vista no Uber e em outros aplicativos de transporte terrestre.

Hoje em dia, a OHI tem dois helicópteros Airbus para fazerem as viagens do aplicativo. No entanto, a Revo quer aumentar essa frota para 12 aeronave no período de cinco anos.

Segundo João Welsh, CEO da Revo, outro plano da empresa é usar carros voadores para prestação dos seus serviços. Por conta disso, a empresa já tem um contrato com a Eve, subsidiária da Embraer, para comprar 50 aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) assim que elas forem lançadas.

Serviço

WSJ

No caso da Revo, ela está trazendo um novo tipo de serviço na mobilidade urbana, mas já existem aqueles que são consolidados, como é o caso da Uber. Contudo, isso não quer dizer que a empresa não precise se renovar constantemente.

Tanto é que, o CEO da empresa, Dara Khosrowshahi, viu na prática como é a experiência de trabalhar para um dos aplicativos da empresa. Isso porque ele já tinha testado como era trabalhar como entregador do Uber Eats.

Trabalhando como motorista, em um carro elétrico Tesla Y de segunda mão, Khosrowshahi viveu uma “experiência desajeitada” nas ruas de São Francisco, na Califórnia.

O CEO foi para as ruas como parte do chamado “Projeto Boomerang”, uma iniciativa da empresa para conseguir melhorar o trabalho dos motoristas. Isso aconteceu porque a Uber começou a notar uma falta de parceiros no pós-pandemia.

Em uma entrevista ao jornal The Wall Street Journal (WSJ), o chefe da Uber contou que trabalhou durante meses como motorista e usava o pseudônimo Dave K. Sua experiência começou em setembro de 2021, em um momento de retomada da economia depois do auge da pandemia do covid-19. Nessa época, a empresa teve pela primeira vez uma demanda maior de passageiros do que de motoristas.

Segundo Khosrowshahi, a melhor forma de entender quais eram os problemas que a empresa estava tendo em atrair novos parceiros era se colocar no lugar de um deles e ver o que funcionava e o que não.

Como motorista, o CEO fez 100 viagens. Com elas, ele passou por vários problemas e viu um aplicativo pouco atraente para os motoristas. Ele elencou os motivos para isso:

1 – Dificuldade em navegar no momento de se inscrever na Uber.

2 – Expectativas quebradas pelas gorjetas serem baixas.

3 – Sofrer punições por rejeitar viagens que não tinham o destino ou a tarifa informados.

4 – Dificuldade na navegação dentro do app na área para o motorista.

5 – Trânsito nos momentos de pico que acabava afastando os motoristas das regiões onde a tarifa estava menor.

6 – Medo de ter a nota rebaixada por não ter rodado um dia por motivo pessoal.

“Toda a experiência foi bastante desajeitada. Acho que a indústria como um todo, até certo ponto, não dá valor aos motoristas”, disse ele.

Claro que por ter visto na prática o que estava e o que não estava funcionando, Khosrowshahi disse que conseguiu fazer a maior mudança no seu modelo de negócio. A principal foi com relação aos parceiros. Isso porque a Uber reforçou que o aplicativo busca melhorar a experiência do motorista.

Fonte: Olhar digital, UOL

Imagens:  WSJ, Instagram

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