Steve Jobs jurou que a regra dos 10 minutos o tornou mais inteligente, a neurociência moderna está descobrindo que ele estava certo

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadesoutubro 16, 2024

Steve Jobs é um dos nomes mais importantes da história humana quando falamos de tecnologia. Contudo, ele também deixou outros ensinamentos para além desse ramo. Como, por exemplo, a máxima de que se uma questão se tornar um problema, saia para caminhar. “Fazer uma longa caminhada era sua maneira favorita de ter uma conversa séria”, disse Walter Isaacson, biógrafo de Jobs. Além disso, Jobs também dizia que a regra dos 10 minutos fez ele ficar mais inteligente.

Dar essa caminhada, preferencialmente fora do escritório, é uma coisa que faz o cérebro funcionar melhor, como a própria neurociência pontua. Tanto que Mithu Storoni, neurocientista formada pela Universidade de Cambridge, falou sobre isso no seu livro “Hyperefficient: Optimise Your Brain to Transform the Way You Work”.

De acordo com as evidências científicas, caminhar é saúde. Mesmo que o que determine o equilíbrio seja um conjunto diferente para cada pessoa, dar entre oito e 10 mil passos por dia traz uma melhora na saúde. Alguns dos benefícios são diminuição do  risco de diabetes tipo 2, declínio cognitivo e demência, melhora o bem-estar mental, o sono, a longevidade, a função circulatória, cardiopulmonar e imunológica.

Jobs sabia de todos esses benefícios. E mesmo ele não sendo um neurocientista, ele estava atualizado com parte da literatura comparativa de sua época, mas várias decisões tomadas por ele vinham de instintos próprios.

“Tenho alguns clientes e… Um CEO adotou uma regra: se ele está sentado em seu computador com um problema que não consegue resolver há 10 minutos, ele sai de sua mesa e vai caminhar”, disse Storoni.

Por mais que essa regra dos 10 minutos não funcione para atividades que exijam esforço físico, quando as pessoas vão andar um pouco e dar um passo para trás para acalmar os nervos e repensar, elas conseguem um estado mental mais aberto e relaxado. Nele, a mente faz conexões diferentes e promove o pensamento lateral defendido por Storoni.

Jobs e a regra dos 10 minutos

Shutterstock

Como dito, mesmo que Jobs não fosse um neurocientista, ele aplicava a regra dos 10 minutos. O que ela sugere é que se a pessoa ficou os últimos 10 minutos pensando em uma solução para determinado problema e não conseguiu pensar em nada, ela deve se levantar e caminhar por, pelo menos, o mesmo tanto de tempo para que o cérebro tenha uma pausa.

Isso é eficaz porque caminhar incentiva a pessoa a pensar de novo em alguma coisa antiga, além de evitar que ela fique muito obcecada em uma única ideia. “Você não pode ficar remoendo a questão porque sua atenção não pode ficar concentrada em um problema por muito tempo, já que você também precisa prestar atenção para onde está caminhando”, enfatizou Storoni.

Então, se uma coisa não está indo na direção que deveria, talvez o mais prudente seja a pessoa parar de culpar a si própria e ir andar por 10 minutos. Até porque se ela perdeu esse tempo tentando resolver o problema e não conseguiu, ficar parada pode fazer com que ela perca mais tempo ainda.

Fonte: Minha vida

Imagens: Shutterstock

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