

O telescópio solar mais poderoso do planeta, o Daniel K. Inouye Solar Telescope (DKIST), finalmente começou a mostrar o que nossa estrela parecia esconder das observações anteriores. E o resultado é de deixar qualquer um de queixo caído.
As primeiras imagens revelaram uma paisagem solar digna de ficção científica: células convectivas gigantescas, cada uma do tamanho do estado do Texas, subindo e descendo como uma sopa fervente. São plumas de plasma que transportam calor do interior do Sol até sua superfície, em detalhes que desafiam a nossa vista.
Graças ao instrumento Visible Tunable Filter (VTF), o DKIST capturou imagens tridimensionais hiper-resolvidas da superfície solar. Nele, as manchas solares aparecem como “continentes escuros” flutuando em meio ao caos brilhante da atividade magnética. A resolução chega a impressionantes 10 km por pixel.
No ano passado, o telescópio captou, pela primeira vez, estruturas na coroa solar chamadas coronal loops com espessura média de apenas 48,2 km, podendo chegar a incríveis 21 km, o detalhe mais fino que já observamos até hoje. Isso é revolucionário para modelar explosões solares.
Essas observações são fundamentais para entender e prever o “space weather”, tempestades solares que podem derrubar satélites, interferir em comunicações e causar blecautes. O DKIST está no centro dessa revolução.
E não é só o aspecto visual: o telescópio consegue medir, pela primeira vez, os campos magnéticos da coroa solar usando o efeito Zeeman. Fundamental para desvendar como o Sol dispara suas explosões.
Fonte: Aventuras na História






