Curiosidades

Tubarão ataca remador na costa australiana e deixa marca impressionante

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Os ataques de tubarões são algo preocupante em todo mundo. E justamente por eles serem considerados perigosos, no século passado vários deles foram abatidos. Por mais que ser atacado por um tubarão não seja uma coisa corriqueira, às vezes, isso acontece. Claro que toda a experiência pode ser muito traumatizante, ou em alguns casos até fatal.

Felizmente esse não foi o caso de Nat Drummond, de 19 anos. O jovem estava competindo em uma corrida de surfski na costa de Adelaide, na Austrália, quando um tubarão atacou sua embarcação e abriu um buraco nela, jogando o jovem no oceano.

Segundo Drummond, por conta do ataque, seu surfski subiu acima da água e depois disso, ele se lembra de já ser jogado para o ar por causa de um tubarão. Como Drummond é voluntário de segurança na água e salva-vidas de surfe desde os seis anos de idade, logo ele conseguiu se desconectar da corda que o prendia na embarcação e nadou em direção a seus competidores, que também prontamente foram o ajudar.

Ataque de tubarão

“Todos os remadores neste evento são salva-vidas de surf. Quando algo assim acontece, eles se transformam em modo de resgate, e foi fantástico a maneira como eles o colocaram em seus surfskis e o devolveram com segurança à costa”, disse Craig Burton, diretor da corrida de Remadores de surfski do sul da Austrália.

Embora Drummond tenha saído ileso desse ataque de tubarão, ele disse aos repórteres que teve sorte. Isso porque o animal mordeu a parte do seu surfski onde estavam as suas pernas.

Até o momento, as autoridades não sabem o tamanho e nem a espécie do tubarão que fez o ataque. Contudo, elas suspeitam que seja um grande tubarão-branco. Mesmo assim, amostras de dente e carne coletadas do surfski foram mandadas para análise.

“O evento de surfski foi um acidente absolutamente bizarro. Uma daquelas coisas em um milhão que aconteceram. Talvez eu deva comprar um bilhete de loteria”, disse Drummond.

Periculosidade

Costa norte

O ataque pode ter assustado muita gente e consolidado ainda mais uma imagem negativa a respeito desse animal, mas a realidade é que mordidas de tubarão são incrivelmente raras e as mortes de tubarões são ainda mais raras. Para se ter uma ideia, uma pessoa tem uma chance em 218 de morrer por conta de uma queda, em comparação a uma chance em 3,7 milhões de ser morto por um tubarão.

Ano passado, por exemplo, aconteceram 11 mortes relacionadas a tubarões, com nove delas sendo classificadas como não provocadas. Normalmente, a média anual é de cinco mortes não provocadas.

Outro fato curioso, e que poucos sabem, é que os tubarões não estão entre os animais mais mortais do mundo. Para o choque de muitos, globalmente, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, os mosquitos matam mais humanos do que qualquer outro animal porque carregam doenças como malária, dengue, febre amarela, zika e chikungunya.

Além deles, elefantes, hipopótamos, cobras e escorpiões causam mais mortes humanas por ano do que tubarões.

Primeiro ataque da história

Olhar digital

Os ataques de tubarões são vistos até os dias de hoje, como visto no caso de Drummond. Mas eles começaram há tempos. Por exemplo, esse fóssil mostrou que há três mil anos eles já existiam. Esses restos mortais encontrados são o mais antigo ataque de tubarão catalogado na história.

Segundo a análise feita nos ossos, o homem teve um encontro bem desagradável com o tubarão no mar interior de Seto, no arquipélago japonês. No esqueleto humano foram vistos quase 800 ferimentos, e nenhum deles tinha mostrado sinal de cura, o que sugeriu fortemente que o encontro entre o homem e o tubarão foi fatal.

Os ossos foram recuperados do sítio arqueológico de Tsukumo Shell-mound perto do Mar Interior de Seto. Eles foram escavados, pela primeira vez, no começo do século XX. Mas a explicação para os ferimentos do homem ainda não tinha sido encontrada.

Depois disso, os ossos foram redescobertos pelos arqueólogos J. Alyssa White e Rick Schulting, da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Eles estavam investigando a violência no Japão pré-histórico.

“Inicialmente, ficamos confusos com o que poderia ter causado pelo menos 790 ferimentos profundos e serrilhados neste homem. Houve tantas feridas e mesmo assim ele foi enterrado no cemitério da comunidade, o cemitério de Tsukumo Shell-mound. Os machucados se limitaram principalmente aos braços, pernas e parte da frente do tórax e abdômen. Por meio de um processo de eliminação, excluímos o conflito humano e os predadores animais ou necrófagos mais comumente relatados”, disseram eles.

Os encontros com tubarões são vistos raramente nos registros arqueológicos. Mas os ferimentos do homem não parecem corresponder com nenhum outro tipo de animal. Então os arqueólogos pediram a ajuda do biólogo marinho George Burgess, do Programa para Pesquisa de Tubarões do Museu de História Natural da Flórida.

“Devido aos ferimentos, ele foi claramente vítima de um ataque de tubarão. O homem pode muito bem ter pescado com companheiros na época, já que se recuperou rapidamente. E, com base no caráter e distribuição das marcas de dente, a espécie mais provável responsável foi um tigre ou tubarão branco”, disse Burgess.

Fonte: Mdig, CNN

Imagens: YouTube, Olhar digital, Costa norte

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