O espaço, a fronteira final. Essas são as viagens da nave estelar Enterprise, em sua missão de cinco anos para exploração de novos mundos, para pesquisar novas vidas e novas civilizações, audaciosamente indo aonde nenhum homem jamais esteve.

Essa é a abertura clássica do famoso seriado Star Trek, que foi ao ar em setembro de 1966, tendo como estrelas principais William Shatner, no papel do Capitão Kirk e Leonard Nimoy, como o eterno vulcano Spock. Toda a jornada de Star Trek está desenvolvida em 727 episódios, divididos em cinco temporadas televisivas, doze longas-metragens, centenas de livros, quadrinhos e games.

É provável que nem mesmo seu criador, Gene Roddenberry, tinha previsto o extraordinário sucesso da série, especialmente porque, inicialmente, durou apenas três temporadas, até ser cancelado em 1969, mesmo ano em que o homem chegou à lua pela primeira vez.

Na década de 1970, graças as reprises dos primeiro 79 episódios, a série foi se tornando cada vez mais popular, o que resultou na inspiração de outras cinco temporadas e doze filmes, além de jogos, livros e quadrinhos. Agora, por que a série fez tanto sucesso?

Talvez porque, basicamente, tinha uma visão otimista do futuro da humanidade (membros de uma federação de planetas, com colônias em outras partes da galáxia), em uma época na qual os Estados Unidos lutavam pelos direitos civis da população negra.

Nesse aspecto, a série teve dois marcos, a participação de Nichelle Nichols (Tenente Uhura): a ser a primeira atriz negra com um papel de protagonista na televisão estadunidense, e a mesma a participar do primeiro beijo inter-racial transmitida por esse meio.

Está previsto para o dia primeiro de setembro desse ano, a estreia do décimo terceiro filme da franquia Star Trek: Sem fronteiras, no Brasil. O filme baseado na obra de Gene Roddenberry (1921-1990) foi lançado nos Estados Unidos na mesma semana em que fora anunciado que um novo filme será feito, apesar de ainda não ter data prevista.

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Além do anúncio de que David Semel irá dirigir o piloto de uma nova série que, aparentemente, está prevista para janeiro de 2017. O diretor de Star Trek: Sem fronteiras, Justin Lin, de 44 anos, nascido em Taiwan, disse que: "— “Star trek” mostra um grupo de pessoas que se juntam para compartilhar experiências, como uma família. Além disso, a cada noite havia um desafio novo. Para um garoto, como eu era quando assisti à série original, era o máximo...

Eu sempre adorei 'Star Trek'. Éramos uma família de proletários, e a série aparecia na TV. Em comparação, eu só fui ver os filmes de 'Star Wars' quando lançaram em VHS. 'Star Wars' me parecia uma coisa para privilegiados, havia aqueles bonecos que as pessoas compravam. Já 'Star Trek' era para qualquer um."

Sob a direção de J.J. Abrams, o reboot dos dois primeiro filmes da série original foram lançados, Star Trek, em 8 de maio de 2009 e Star Trek Into Darkeness, no dia 17 de maio de 2013. Alguns atores que fizeram parte dos dois primeiros filmes da trilogia foram: Chris Pine (Capitão Kirk), Zachary Quinto (Spock), Karl Urban (Doutor McCoy), Simon Pegg (Scotty), Zoe Saldanha (Uhura), Anton Yelchin (Chekov), John CHo (Sulu), ente tantos outros. O mais legal é que todos eles estarão de volta no terceiro filme da trilogia.

Para Chris Pine "O apelo de 'Star Trek' é mostrar que os seres humanos são criaturas sociais que têm o desejo de ficar juntas, trabalhar juntas e lutam por isso. A franquia traz arquétipos sociais profundos do desejo de Humanidade. Há sempre uma batalha entre o ego, a cobiça e o egoísmo de uma lado, e a compaixão e entrega pela vida coletiva do outro."

A polêmica do novo filme

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Houve uma grande polêmica sobre o novo filme por causa de uma pequena mudança sobre a orientação sexual do personagem Sulu. O ator George Takei, que interpretou o Sulu na série original, se assumiu gay em 2005, e ele mesmo não concordou com a mudança feita.

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"Acho que as pessoas tiraram a reação de George do contexto. Nós pensamos em Sulu obviamente em homenagem a George, e eu conversei com ele sobre isso. Seu argumento era não mudarem o personagem. O universo de 'Star Trek' sempre foi inclusivo, por isso achamos importante ter um personagem gay. Há homossexualidade em todas as espécies, isso não deveria ser uma questão hoje. Eu não sei qual é sua orientação sexual, e isso não importa."

Essas foram as palavras de Simon Pegg, que além de atuar, também, foi roteirista do novo filme.

Star Trek na Netflix

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A empresa Netflix já anunciou que no final de 2016 começará a exibir os episódios antigos de Star Trek. Sendo a série original "Star Trek", que fora produzida entre 1966 e 1969, e as que vieram depois: "A nova geração", entre 1987 e 1994; "Deep Space", entre 1993 e 1999; "Voyage", de 1995 a 2001; e "Enterprise", de 2001 a 2005. Nos Estados Unidos e Canadá a nova série será exibida pela NBC, fora desses países será possível assistir pela Netflix. Outro aspecto muito esperado é a inclusão de novos personagens.

Edição especial de moedas em homenagem à série original

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Nesse ano de 2016, a série original completa 50 anos, então a Casa Real da Moeda do Canadá, emitiu várias moedas comemorativas da série. E não é porque o Canadá permanece em Vulcano mas, porque, pelo menos dois dos principais atores da série original são canadenses. William Shatner (Capitão Kirk) e James Doohan (Montgomery Scott).

Os correios também comemoram

Também para comemorar os 50 anos série, que foi ao ar na NBC, no dia 8 de setembro de 1966, o serviço de correios dos Estados Unidos, em comemoração, lançou alguns selos bem bacanas, confira:

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Publicado em: 08/08/16 18h20