O universo sempre foi um tema de grande interesse para nós. A totalidade do espaço ainda não foi entendida. Entretanto, existem coisas que os cientistas já conseguiram descobrir, entender em algum nível, e descrever. Ele não é somente uma dispersão aleatória de galáxias espalhadas em um vazio que está em expansão.

Quanto mais perto os cientistas e astrônomos olham para ele, mais veem que existem estruturas, algumas que são incompreensivelmente grandes agrupamentos e aglomerados de galáxias que estão unidas gravitacionalmente.

Essa estrutura foi descoberta, e ela forma um arco no extremo sul do céu. É um colosso que abrange imensos 1,37 bilhões de anos-luz, de ponta a ponta. A estrutura foi nomeada pelos seus descobridores como Parede do Polo Sul.

Parede

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Essa é uma das maiores estruturas no espaço que já foi vista. E  se sabe exatamente o que é essa parede do Polo Sul. Ela é um filamento de galáxia. Uma formação enorme de galáxias, que faz uma fronteira entre os espaços dos vazios cósmicos e que, juntos, formam uma teia cósmica. E é por conta desa formação que ela é chamada de parede.

Mas essa não é a única parede conhecida. A maior é a Grande Muralha Hércule-Corona Boreal que tem 9,7 bilhões de anos-luz. Mas o que faz com que a Parede do Polo Sul seja especial é sua proximidade com a Via Láctea. Estando apenas 500 milhões de anos-luz de distância. Ela é a estrutura mais massiva que já esteve mais perto.

E pode se questionar como uma estrutura tão gigante e tão perto não foi vista antes? Isso aconteceu porque ela estava escondida por trás do que os astrônomos chamam de zona de evitação ou zona de obscuração galáctica. Que é o plano galáctico da Via Láctea.

Esse disco da nossa galáxia é bem espesso e brilhante formado por poeira, gás e estrelas. Por isso, ele de fato obscurece grande parte do que está atrás dele, fazendo com que a região seja pouco explorada em comparação ao resto.

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Descoberta

Basicamente, o cosmógrafo Daniel Pomarède, da Universidade Paris-Saclay, junto com uma equipe de pesquisadores usou um banco de dados, chamado Cosmicflows-3, que tem cálculos de distância para quase 18 mil galáxias. Eles são descobertos usando o desvio para o vermelho. Ele mede a rapidez com que alguma coisa está se afastando se baseando na extensão das ondas de luz.

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Em 2019, outra equipe de pesquisadores usou esses dados para calcular outro parâmetro, que é chamado de velocidade peculiar. Essa é a velocidade de uma galáxia em relação ao seu movimento, de acordo com a expansão do universo.

Em suma, com os dois parâmetros, a equipe conseguiu calcular os movimentos das galáxias com relação um ao outro. Os movimentos revelaram a influência de uma massa bem maior. E com ajuda de algoritmos, a equipe conseguiu usar os movimentos para mapear em três dimensões a distribuição de material na Parede do Polo Sul.

A seção mais densa fica em cima do Polo Sul. Essa parte está a 500 milhões de anos-luz de distância. Depois, ela se curva para o norte em direção à Terra e chega a 300 milhões de anos-luz da Via Láctea.

Alem disso, como tem partes da Parede do Polo Sul que não são vistas, é possível que a estrutura seja ainda maior.

Publicado em: 14/07/20 15h03