Uma pessoa pode morrer de amor?

POR Ultra Curioso    EM Ciência e Tecnologia      03/07/15 às 15h32

"Tão bom morrer de amor e continuar vivendo..." disse o poeta Mário Quintana certa vez. Sábias palavras se tratando do assunto, pois quando pensamos na pessoa amada sem parar, choramos por ela, nos sentimos extrema e ridiculamente felizes ou magoados, sonhamos, é quando estamos 'morrendo de amor' nessa vida. Uma linda metáfora, exposta de forma bela pelo grande Quintana. Mas será que é possível o amor ser tão grande a ponto de morrermos fisicamente, de verdade?

Então, uma pessoa pode morrer de amor de verdade? Segundo o cardiologista Alexander Lyon, do Imperial College (Londres), sim: é perfeitamente possível. A morte causada por amor seria causada pela chamada "Síndrome do coração partido" (Cardiomiopatia de Takotsubo). É um tipo de infarto causado não por artérias bloqueadas, mas sim por uma falha de contração da principal câmara de bombeamento do coração, que fica parcialmente ou completamente paralisada.

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Essa síndrome teria como principal causa a adrenalina, um hormônio de resposta ao estresse que prepara o corpo para correr ou lutar. Funciona assim: em níveis médios, a adrenalina acelera o coração, a fim de deixar o organismo preparado para um esforço físico extra. Entretanto, quando a dose de adrenalina está muito mais elevada do que deveria, o efeito é contrário. Os batimentos cardíacos começam a diminuir e os músculos do coração podem ficar temporariamente paralisados.

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É o que acontece com pessoas que sofrem uma grande desilusão amorosa, os níveis de adrenalina chegam a níveis preocupantes. Mas não é motivo para pânico: se você está na fosse por um ingrato amor, saiba que as chances de ter síndrome do coração partido são muito baixas.

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