Após uma década de cuidados e consertos, finalmente terminou a restauração da tumba de Tutancâmon. Os reparos foram conduzidos pelo Instituto de Conservação Getty, dos Estados Unidos. Esse processo se constituiu em estabilizar as pinturas presentes nas paredes do local e em instalar um bom sistema de ventilação a fim de reduzir os danos ao local no futuro. “Conservação e preservação são importantes para o futuro e para que a herança dessa civilização possa viver para sempre”, disse Zahi Hawass, Ministro de Antiguidades do Egito. O projeto de restauração teve início em 2009 e passou por três fases.

A primeira delas durou até 2011 e se constituiu em análises sobre a condição da tumba, pesquisas científicas sobre os materiais e as técnicas de pinturas nas paredes, além de suas condições ambientais e o próprio diagnóstico das causas que levaram o local a se deteriorar. A segunda fase da reforma ocorreu entre 2012 e 2014. Essa contou com testes e implementações dos melhores métodos de conservação dos materiais, estruturas e desenhos da tumba. Incluindo nisso passagens, barreiras de proteção, melhorias dos sistemas de ventilação e iluminação, além ainda da sinalização dos arredores.

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Por fim, a terceira fase tem como objetivo divulgar os resultados de todo o processo ao redor do mundo. Isso visa promover a ideia de preservação do patrimônio histórico do Egito para o público. Para quem não sabe, a tumba de Tutancâmon, faraó que governou entre 1336 e 1327 a.C. Essa foi encontrada no Vale dos Reis, no Egito, em 1922. Essa descoberta foi conduzida pelo pesquisador do Reino Unido, Howard Carter, que junto com sua equipe passou os 10 anos seguintes removendo artefatos do local.

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O Vale dos Reis tornou-se uma grande atração turística, afetando assim a própria tumba, visto que os visitantes levavam poeira e mudanças na umidade e nos níveis de dióxido de carbono dela. Isso colocava em risco a sua preservação. Diversos micróbios foram encontrados nas pinturas durante a fase de restauração. “Todos esses objetos precisam de proteção porque são os resultados de uma escavação que, pela própria definição de arqueologia, destruiu um sítio arqueológico no processo”, disse o pesquisador Kent Weeks, do Instituto Getty de Conservação. Após a melhoria, a tumba está aberta para visitação de forma mais segura para todos.

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Publicado em: 24/01/19 16h08