
Quem nunca apertou em “acelerar em 1,5x ou 2x” ao assistir um vídeo ou escutar um áudio. Parece inofensivo, visto estarmos em uma sociedade cada vez mais atarefada, mas esse simples “truque de produtividade” pode afetar diretamente a forma como o seu cérebro absorve e guarda informações.

Segundo a neurocientista Vanessa Slivnik:
…assistir conteúdos em velocidade acelerada exige mais da nossa memória de trabalho, o que pode sobrecarregar o cérebro e prejudicar a retenção.
Em outras palavras, terminar um vídeo rápido pode significar “guardar” menos informações.
Para testar essa teoria, pesquisadores da Universidade da Califórnia, fizeram estudos com 24 alunos assistindo a aulas em diferentes velocidades. Depois, de acordo com a pesquisa publicada na Educational Psychology Review :
Ambos os grupos foram convidados a fazer testes que avaliavam o quanto eles haviam retido do conteúdo… embora na velocidade 1,5x não houve muita diferença. A partir de 2x ou mais, a retenção de memória definitivamente sofreu impacto…
Os malefícios emocionais desse hábito, também, é relevante, principalmente, para quem tem transtorno de ansiedade. Geralmente, pessoas com essa condição têm dificuldade em frear o fluxo de pensamentos intensos.
Quando aceleram os conteúdos, o sintoma pode se agravar e a pessoa tende a não internalizar as informações ali apresentada, o que gera sentimentos negativos sobre si.
De acordo com o psicólogo Carlos Rodrigues:
…O hábito de acelerar tudo pode gerar uma sensação constante de urgência e ansiedade, como se o tempo estivesse contra você…
Enfim, “acelerar as coisas” pode parecer uma solução moderna muito atraente, mas não se esqueça: o cérebro tem limites. Será que vale a pena aprender no modo turbo se, no fim, você pode não lembrar do essencial?






