Curiosidades

10 estrelas de Hollywood que tiveram um passado muito trágico

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Hollywood se tornou símbolo do poderoso e fantástico cinema estadunidense, sediando premiações e abrigando homenagens públicas para os mais destacados artistas de cinema e musicais do mundo. As grandes estrelas que passam por lá parecem que tiveram uma vida maravilhosa e de glamour. A maioria das vezes isso é um engano. Conheça as histórias trágicas por trás de grandes estrelas de Hollywood.

Marlon Brando

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Marlon Brando era filho de Marlon Brando Sr. e Dorothy Pennebaker Brando. Os seus pais se separaram quando tinha apenas 11 anos de idade – em 1935. A sua mãe levou os filhos para viver com a avó em Santa Ana, Califórnia, até 1937, quando decidiu se reconciliar com o marido e viver com ele e com os filhos numa vila chamada Libertyville, Illinois.

A mãe de Brando era uma mulher talentosa, embora fosse viciada em bebidas alcoólicas e mãe ausente. Ela se envolveu com o teatro local, ajudou o jovem Henry Fonda a começar a carreira de ator e incutiu em Brando o interesse pela mesma. Sua irmã mais velha, Jocelyn, também foi atriz.

Brando teve uma infância tumultuada. Foi expulso da escola Libertyville High School e, aos 16 anos de idade, mandado para a academia militar Shattuck, em Fairbault, Minnesota. Lá, se sobressaiu nas aulas de teatro. Mas por tentar escapar do confinamento da escola, sofreu, mais uma vez, expulsão. Aceito de volta um ano mais tarde, decidiu não dar prosseguimento aos estudos.

Louise Brooks

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Filha de um advogado, Leonard Porter Brooks, e de Myra Rude, foi uma das mais influentes atrizes de filmes mudos. Aos 4 anos de idade já estava no palco de sua cidade. Foi, sem dúvida, uma atriz à frente de seu tempo. Dona de uma beleza incomum, também era dotada de uma personalidade fortíssima e uma determinação sem igual.

Numa época em que a maioria dos atores e atrizes, para ter trabalho, tornavam-se submissos e eram explorados ao máximo, mal pagos, e frequentemente nem tinham seus nomes exibidos nos créditos dos filmes, o temperamento de Louise era por demais explosivo, e ela, ao não aceitar as normas vigentes na ainda jovem Hollywood, incomodou muito aos donos de estúdios.

Em 1928, após o produtor B.P.Schulberg lhe negar um aumento, Louise deixa a Paramount e embarca rumo à Alemanha a convite do diretor G.W.Pabst para filmar o filme que viria a ser o seu maior sucesso: A Caixa de Pandora, onde ela interpreta Lulu, uma mulher sedutora, que hipnotiza e destrói todos os homens que se aproximam dela.

Há quem diga que sua tumultuada vida amorosa teria lhe servido de inspiração para a personagem. De fato Louise teve muitos romances, sendo o mais famoso com Charles Chaplin.

No final de 1928, ela retorna à Hollywood e, já no início da era do cinema sonoro, ainda aborrecida com a Paramount, recusa uma oferta de US$10.000 para dublar seu personagem no filme Canary Murder Case, produzido sem som e por isso ainda não lançado.

Os produtores, furiosos com ela, espalharam o boato que Louise tinha uma voz horrível e por isso não poderia dublar o filme. Num momento em que o cinema deixava de ser mudo e produções sonoras tomavam conta do mercado, a mentira teve um efeito fulminante na carreira de Louise, e fez com que ela fosse encostada em definitivo pelos produtores e esquecida pelo público.

Entre 1929 e 1938, participa de poucas produções na Europa e nos Estados Unidos. Em 1943, volta à Nova York, conseguindo trabalho na Rádio CBS. Nos anos seguintes, esquecida pelo cinema e pelo público, ganha seu sustento de várias formas, inclusive como vendedora da loja Sak’s Fifth Avenue.

Charles Chaplin

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Charles Spencer Chaplin era filho deartistas de music-hall. Seu pai, Charles Spencer Chaplin Sr., era vocalista e ator, e sua mãe, Hannah Chaplin, era cantora e atriz. Ambos separaram antes de Charles completar três anos de idade. Após a separação, Chaplin foi deixado aos cuidados de sua mãe, que estava cada vez mais instável emocionalmente.

Um problema de laringe acabou com a carreira de cantora da mãe de Chaplin. Devido a uma de suas internações como consequência de seus problemas mentais, sofria depressão nervosa, e um quadro de desnutrição, seus filhos foram ingressados durante várias semanas no asilo de Lambeth no sul de Londres e logo, na Escola Hanwell para órfãos e meninos pobres desde junho de 1896 a janeiro de 1898.

O pai de Chaplin era alcoólatra e tinha pouco contato com seu filho, apesar de Chaplin e seu meio-irmão morarem durante um curto período de tempo com seu pai e sua amante, Louise, na 287 Kennington Road. devido sua mãe, ser internada num manicômio devido seus sérios problemas mentais.

Seu pai morreu de cirrose no fígado quando Chaplin tinha doze anos, em 1901, foi enterrado numa cova comum sem nome.

Jane Fonda

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Quando Jane tinha 12 anos de idade, sua mãe cometeu suicídio após voluntariamente buscar tratamento num hospital psiquiátrico. A Jane foi dito que a mãe morrera de ataque cardíaco. As assinaturas de jornais e revistas na mansão dos Fonda foram canceladas e os professores e alunos da escola da jovem instruídos a não discutirem o incidente.

Jane descobriria a verdade meses mais tarde, enquanto folheava uma revista de cinema na aula de artes. Após a morte de Frances, Henry, seu pai, se casou com a também socialite Susan Blanchard ainda em 1950; o casamento acabaria em divórcio um pouco mais de cinco anos depois.

Natalie Wood

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Natalie tinha muito medo de morrer afogada após uma cigana ter previsto o destino dela à sua mãe e disse “pra ela ter medo da água escura”. Ela dizia em entrevistas que amava ficar envolta em água, mas não dentro dela. Ironicamente, o seu maior temor foi a causa de sua morte, em circunstâncias nunca esclarecidas.

A atriz norte-americana e o segundo marido, Robert Wagner, foram passar o fim de semana do Dia de Ação de Graças a bordo do iate Splendour, na companhia de um convidado, o ator Christopher Walken.

Os três comeram num restaurante na ilha e regressaram ao iate para tomar uma bebida, quando uma violenta discussão teria começado entre Wagner e Walken. Natalie deixou então o convés e dirigiu-se à cabine principal, mas quando, pouco depois, Wagner desceu já não a viu. A atriz teria subido ao convés para lançar à água um bote e foi nesse local que foi encontrada afogada.

Em 2011 dados novos sobre o caso apareceram e foi anunciado que os investigadores do Condado de Los Angeles iriam reabrir o inquérito sobre a morte da atriz. Dennis Davern, capitão do iate em que Natalie Wood estava antes de morrer, admitiu em declaração juramentada ao Departamento de Polícia de Los Angeles ter dado sedativos à atriz, ao marido Robert Wagner e a Christopher Walken.

Devido a essa nova investigação, em junho de 2012 as autoridades resolveram alterar a causa da morte na certidão de óbito da atriz para “indeterminada”. Em janeiro de 2013, segundo um relatório divulgado pelo Instituto Médico Legal de Los Angeles, a atriz Natalie Wood tinha hematomas em seus braços e pulsos e arranhões no pescoço quando o corpo dela foi retirado do oceano Pacífico em 1981, o que sugere que ela foi ferida antes de cair na água, entretanto, o xerife se recusa a discutir qualquer nova evidência que for descoberta.

Audrey Hepburn

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Os pais de Audrey se divorciaram quando ela tinha 9 anos. Para manter a jovem afastada das brigas familiares, sua mãe enviou-a para um internato na Inglaterra, onde ela se apaixonou pela dança, aprendendo balé. Todavia, em 1939 estouraria a Segunda Guerra Mundial, e a Inglaterra declarou guerra à Alemanha.

A mãe de Audrey decidiu então levá-la para viver na Holanda, país neutro que – ela imaginava – não seria invadido pelos alemães. Os protestos de Audrey não foram suficientes: a menina queria continuar na Inglaterra, mas a mãe temia que cidade de Londres fosse bombardeada. Além disso, as viagens estavam escassas, e a baronesa temia ficar muito tempo sem ver a filha.

A situação na Holanda foi bem diferente da planejada. Com a invasão nazista, a vida da família foi tomada por uma série de privações. Audrey teve muitas vezes de comer folhas de tulipa para sobreviver. Envolvida com a Resistência, muitos de seus parentes seriam mortos na sua frente. Ela participaria de espetáculos clandestinos de balé para angariar fundos e levaria mensagens secretas em suas sapatilhas. Anos mais tarde recusaria o papel de Anne Frank no cinema.

Com o fim da Guerra, Audrey e sua mãe mudaram-se para a Inglaterra, onde ingressou na prestigiada escola de balé Marie Rambert. Mas sua professora foi categórica: ela era alta demais e não tinha talento suficiente para tornar-se uma bailarina prima. Desiludida, passou a trabalhar como corista e modelo fotográfica para garantir o sustento da família. Foi neste ponto que decidiu investir em outra área: a atuação.

Sophia Loren

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Quando ainda era muito pequena, sua família transferiu-se ao município napolitano de Pozzuoli, onde viveu até a adolescência em uma situação econômica muito difícil. Descoberta em 1952 no set do filme Africa sotto i mari pelo produtor de cinema Carlo Ponti, que posteriormente viria a se tornar seu marido, mesmo sendo 22 anos mais velho. Com seu marido teve dois filhos, Carlo Jr. e Edoardo. Foi também cunhada de Romano Mussolini, filho de Benito Mussolini.

Veronica Lake

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Veronica Lake viveu em Nova York e na Flórida antes de mudar-se para a Califórnia, onde estudou artes dramáticas na Bliss Hayden School of Acting, em Hollywood. A atriz teve problemas em Hollywood devido ao alcoolismo e foi processada pela mãe, que exigiu na justiça parte do que ela ganhara com sua atuação, pela assistência prestada. Veronica Lake faleceu em consequência de uma hepatite aguda e insuficiência renal, aos 53 anos, em 7 de julho de 1973.

Clara Bow

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Teve uma infância marcada pela pobreza e violência. Sua mãe, Sarah Gordon, era uma prostituta ocasional que sofria de doença mental e epilepsia, que antes de ser internada em um sanatório tentou matar Clara enquanto ela dormia. Seu pai, Robert Bow, não era presente e pode ter tido doença mental também. Quando ele voltava para casa, ele ficava verbal e fisicamente abusivo tanto com a esposa e a filha. Ele estuprou Clara quando ela tinha 15 ou 16 anos.

Clara foi descoberta quando participou de um concurso, onde o prêmio era uma participação em um filme, ela tirou o primeiro lugar e a partir dai sua carreira despontou em Hollywood.

Ruiva e de olhos expressivos, Clara ficaria eternamente conhecida como a It-Girl, a garota que tinha “aquilo” que ninguém explicava, mas era seduzido. Clara se tornou um mito sexual, ajudada pelo papel de suas personagens sempre irresistivelmente atrativas sexualmente das quais não há possibilidade de fuga por causa do “it” que elas tinham.

Rita Hayworth

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Nasceu com o nome de Margarita Carmem Cansino, no Brooklyn, na cidade de Nova Iorque. Era filha do dançarino flamenco Eduardo Cansino, natural de Castilleja de la Cuesta, e de Volga Hayworth, chefes de uma famosa família de dançarinos ciganos espanhóis. Seu pai queria que ela se tornasse dançarina, enquanto a mãe desejava que ela fosse atriz.

Seu avô, Antonio Cansino, era o maior expoente de Dança Clássica Espanhola, sua escola de dança em Madrid era mundialmente famosa, e foi ele quem deu a Rita, sua primeira lição de dança. Assim que ela fez três anos e meio, começou a ter aulas de dança. Ela não gostava, mas não teve coragem de contar para o pai. Durante vários anos ela frequentou diariamente aulas de dança no Carnegie Hall, sob a instrução de seu tio Angel Cansino.

Com oito anos de idade, sua família se mudou para o oeste de Hollywood, onde criaram seu própria Escola de dança. Famosos artistas de Hollywood receberam treinamento do próprio Eduardo Cansino, incluindo James Cagney e Jean Harlow. Com a Grande Depressão, os negócios da família faliram.

Os musicais já não estavam na moda, e ninguém mais tinha tempo para aulas de dança em um período econômico tão difícil. Mas quando um sócio do sobrinho de Cansino, que estava dançando em um musical quebrou a perna, Volga sugeriu que Rita fizesse o papel.

 Bônus: “O Homem de Ferro”
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Filho de um conhecido diretor e de uma atriz, Downey Jr. vivenciou desde criança o meio artístico. Seu pai, um usuário de drogas, permitiu que o filho consumisse maconha aos 6 anos. Downey afirmou que o uso de drogas tornou-se um vínculo emocional entre ele e seu pai.

Seus problemas pioram em 1996, quando Downey Jr. foi preso por posse de heroína, cocaína e uma pistola Magnum 357 enquanto dirigia por Los Angeles. Durante cinco anos o ator compareceu a tribunais da Califórnia periodicamente, sendo sentenciado a princípio a submeter-se a exames de sangue mensais e, após não comparecer a um deles, a três anos de prisão em uma unidade especializada em tratamento de viciados em drogas. Durante esse período o ator perdeu diversos papéis, obrigando os produtores a reescrever e refilmar diversas cenas devido a sua ausência.

Com o passar dos anos, a decadência e a falta de credibilidade o impediram de ser chamado para trabalhos no cinema.

Para recuperar o prestígio perdido, Downey contou com a ajuda do amigo e ator Sean Penn que o indicava para produções enquanto tentava tirar o amigo das drogas e das frequentes manchetes de tabloides por internações e prisões.

Em 2001, Elton John lançou Songs from West Cost, com o single I Want Love. A canção fala de um homem dilacerado e que precisa de um amor diferente, que não o oprima e nem o prenda. Conhecendo a historia de Downey Jr., John achou que o ator seria perfeito para protagonizar o seu vídeo e fez desse o primeiro trabalho de Downey depois de retornar da reabilitação. Tanto que o cantor nem aparece no clipe. É apenas Robert Downey Jr expondo sua vulnerabilidade na Mansão Greystone, um dos pontos turísticos mais famosos de Beverly Hills, vestido de maneira esportiva, dublando cada palavra da sua dor.

Para chegar nesse resultado, o vídeo foi gravado 16 vezes e aproveitada apenas a última pois somente nessa ele parecia estar mais a vontade. A canção foi indicada ao Grammy.

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Já Downey começou aos poucos recuperando seu lugar como ator, fazendo pontas e papéis coadjuvantes, isso por conta de seus amigos que lhe davam crédito mas desconfiavam de sua recuperação, como Mel Gibson, que bancou o seguro exigido pelo estúdio para aceitar a participação de Downey Jr., como seguro, os diretores retiam 40% de seu salário para que ele fosse até o fim e, caso não fosse, o valor do seguro estava garantido.

Em 2008 estrelando o primeiro Homem de Ferro e ganhando uma indicação ao Oscar de ator coadjuvante pela comédia Trovão Tropical. se tornou um dos atores mais importantes e bem pagos do mundo, recebendo uma indicação ao Oscar de Melhor Ator coadjuvante em 2009, perdendo para Heath Ledger, que recebeu o prêmio postumamente.

Seu sucesso é tão grande que em 2012 faturou 50 milhões de dólares por estrelar Os Vingadores , enquanto seus colegas de elenco receberam no máximo 6 milhões.

Sobre o Homem de Ferro, grande sucesso aclamado pela crítica, o ator afirmou adorar o herói. “Sou um fã do Homem de Ferro porque ele não é um herói comum. Tem problemas com a bebida, é mulherengo, carismático e agradável. É um personagem rico e repleto de defeitos. Se já houve algum personagem em toda a minha carreira que eu ficaria feliz em me ‘fundir’ e ficar associado, seria o Tony Stark, porque é o trabalho mais legal que já tive.” O diretor Jon Favreau, admitiu que Downey Jr. não era a escolha obvia para o papel, mas entendeu que ele tinha o necessário para fazer o personagem funcionar, encontrando muito de sua vida pessoal em Tony Stark

Em 2003, Robert conheceu a produtora Susan Levin e casaram em 2005.Não por coincidência, há dez anos, Downey Jr está livre de drogas, prisões e reabilitação. Ele credita sua esposa por te-lo ajudado a acabar com vícios. Downey afirma estar livre das drogas desde julho de 2003, graças a sua família, terapia, meditação, programas de recuperação, ioga e a prática obsessiva de Wing Chun Kung Fu .

 

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