
Recentemente, Reed Hastings, CEO da Netflix, disse que a empresa pretende cancelar mais de suas séries originais na intenção de se arriscar mais em novos projetos. Ela pretende investir em ideias ousadas e que quebrem barreiras e estigmas sociais. Este é meio de trazer importantes temas para discussão geral, com um conteúdo acessível e inovador. Acontece, que muitos de seus programas já trouxeram cenas consideradas bastante polêmicas, situações que em uma emissora de canal aberto – em alguns casos mesmo a cabo – talvez não fosse algo possível de se fazer. Podemos dizer que, o canal de televisão que mais se aproxima dos riscos, seja a HBO, sempre trouxe séries com temáticas diferentes e situações incomuns.
Com isso em mente, separamos alguns momentos de séries originais da Netflix, nos quais – por inúmeros motivos, seria muito improvável que fossem ao ar na TV aberta.
Parece até uma sinopse de filme pornô, no entanto, é apenas mais um episódio de House of Cards. A cena veio como um choque para quem acompanha tranquilamente o episódio, com Frank e Claire Underwood planejando o próximo passo em direção ao topo do poder. Mas então, antes do capítulo acabar, ali mesmo, na cozinha de sua casa, ambos e mais seu guarda-costas, começam o que, popularmente é conhecido como threesome, ou sexo a três. A situação não chega a ser tão incomum na televisão, o espanto veio pela posição política do personagem e o fato da terceira pessoa não ser uma mulher, como de praxe acontece, mas sim, um homem.
Aziz Ansari é um mestre no roteiro. Ao fim de Parks and Recreation, ele deu início a Master of None. Na série, ele interpreta Dev, um ator de trinta anos, residente de Nova York. Um dos episódios mais marcantes veio na segunda temporada, onde o personagem pega um Uber e passa três minutos em absoluto silêncio no banco de trás. Um tempo absurdamente inimaginável para a televisão, especialmente nos dias atuais. A cena, sem diálogo algum, torna o momento quase eterno e foi bastante inovador para o canal de streaming.
O negócio era simples: algumas detentas ganhavam uma calcinha para usar por um dia inteiro, depois entregam e teriam o pagamento pelo serviço depositado em uma conta a escolha. As calcinhas eram contrabandeadas para fora do presídio e vendidas, de forma online, para qualquer pessoa se interessasse em cheirar calcinhas usadas por presidiárias. Uma ideia totalmente bizarra e, curiosamente, bem realista. Ainda mais quando se trata das penitenciárias americanas.
Ousadia? Demais! Americanos tendem a não gostar de nenhum programa que contenha legendas. Eles acreditam que apenas países de língua inglesa produzem filmes e séries. Mesmo assim, a Netflix foi lá e recheou Narcos com diálogos em espanhol, tanto que para viver Pablo Escobar, Wagner Moura teve de aprender a língua. A empresa, mais uma vez, arriscou e teve sucesso.
Toda a série já gerou uma enorme polêmica. A história gira em torno do suicídio de uma adolescente, um assunto muito delicado para se retratar em qualquer lugar. Além de dar luz ver ao projeto, a Netflix, ainda mostrou como a morte aconteceu, uma cena forte, desagradável, porém, real. O assunto continua a ser discutido. Certa ou errada, fato é que ela fez algo impensável para um canal de TV aberta.
A mulher gostar de sexo, ainda hoje, é um tabu. Agora imagine mulheres de terceira idade falando (às vezes até fazendo) sobre o assunto. Grace e Frankie passam a morar juntas depois que seus maridos anunciam que tem um caso um com o outro há mais de vinte anos e agora vão se casar. A série consegue mostrar de forma leve e descontraída que existe vida para quem se divorcia aos setenta anos. Abordando vários temas sociais referente a idade. Na segunda temporada, as duas começam um negócio na fabricação de vibradores para mulheres mais velhas. Apenas tente imaginar qual emissora seria capaz de aprovar uma ideia dessas.
Concorda com a lista? Que outra série e cenas poderiam ser listados aqui? Não deixe de compartilhar sua opinião com a gente.






