
Todo mundo tem sua própria opinião sobre a indústria do sexo e se ela deve ser legalizada. Muitas pessoas presumem que todas as prostitutas são pobres e infelizes vítimas que tiveram um passado problemático. Mas, Sarah Greenmore, que trabalha em um bordel legal chamado Moonlite Bunny Ranch, em Nevada, EUA, discorda.
A prostituta de cabelo rosa, que dorme com até sete clientes por noite e ganha cerca de 13.500 reais por semana e diz que “ama o seu trabalho”. Entretanto, ela mesmo destaca que nem tudo são flores e que existem momentos bastante complicados nessa profissão.
A profissional do sexo respondeu algumas perguntas ao site Daily Star sobre os mitos que cercam a profissão de prostituta. Confira a seguir os equívocos mais comuns sobre a prostituição:
“Todo mundo tem seu passado e seus problemas de origens variadas. Há pessoas com problemas psicológicos em todos os setores da sociedade.”
“Eu atendo funcionários do governo, militares, empresários e até agentes secretos. Eventos como despedidas de solteiro, festas de aniversário e formaturas também são locais de trabalho comuns para profissionais do sexo.”
“Os trabalhadores não são facilmente seduzidos a participar de atividades sexuais que não envolvam proteção. Manter os nossos corpos no melhor estado de funcionamento é fundamental para o nosso sucesso.”
“A maioria dos trabalhadores desse ramo recusam clientes com base em normas de higiene. Alguns fazem uma verificação genital antes de aceitar o dinheiro e se uma pessoa não é higiênica ou demonstra sinais visíveis de DST, podem ser recusadas de imediato.”
“Eu amo meu trabalho, e muitas pessoas não podem dizer isso sobre seus empregos. Há altos e baixos, como qualquer outro trabalho, mas eu acordo todos os dias animada sobre minhas novas oportunidades de trabalho.”
Leis contra a venda de sexo são bastante novas – apenas cerca de 100 anos de idade na maioria dos país. A prostituição é considerada a profissão mais antiga do mundo, e por boas razões. A prostituição está presente desde o início da história registrada. Quando as primeiras sociedades humanas conhecidas surgiram no lado fértil da Mesopotâmia, o comércio sexual evoluiu ao lado templos, mercados e leis.
Ironicamente, as práticas religiosas da Mesopotâmia deram origem ao negócio da prostituição. As mulheres que serviam Ishtar tinham ajudavam homens que ofereciam dinheiro a terem acesso aos dons “sagrados” de seus corpos. Conseguir comunicação com a deusa da sua fertilidade era tarefa exclusiva dessas trabalhadoras que tinham uma posição religiosa.
Assim, os templos de Ishtar se tornaram centros de conhecimento a respeito do nascimento, controle de natalidade e sexualidade. Sacerdotisas tornaram-se enfermeiras e terapeutas sexuais sagradas dessas sociedades primitivas. Homens de todos os lugares poderiam contratar estas mulheres e, por sua vez, fazer uma oferenda à deusa que tinha como servas as prostitutas.






