5 provas de que a Marvel está se inspirando na nova fase da DC Comics
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5 provas de que a Marvel está se inspirando na nova fase da DC Comics

Muitas pessoas deixam de ler quadrinhos da Marvel e DC alegando que não sabem exatamente por onde começar, já que ambas possuem milhares de histórias. Parte disso acontece porque as duas editoras têm o costume de vez ou outra reinicializar seus universos, dessa forma, seus principais heróis ganham diferentes versões de origem, aventuras, uniformes e qualquer coisa que os roteiristas estejam dispostos a escrever. De certa forma, esse hábito começou com a DC Comics no final da década de oitenta, quando ela lançou Crise nas Infinitas Terras e reiniciou todo o seu universo. Desde então, a palavra crise começou a ser associada a ela, pois cada situação difícil que a editora enfrentava, ela reinicializava suas histórias.

Como a Marvel é a principal concorrente comercial da DC, eventualmente ela acabou fazendo sua própria versão de reboot. Um dos mais recentes da DC foi os Novos 52, iniciado em 2011. Com ela a editora pretendia dar uma repaginada em seus heróis principais. Alguns tiveram sua personalidade um pouco alterada, assim como outros ganharam histórias de origem diferente do apresentado anteriormente. Do outro lado, um tempo depois a Casa das Ideias lançou sua linha All-New All-Different Marvel, nada mais que uma reinicialização de seu universo, com a promessa semelhante com o que a DC fez. Tanto que foi nesse reboot que Tony Stark deixou de ser o Homem de Ferro, Odinson teve seus poderes de Thor transferidos para Jane Foster, Miss Marvel passou a ser uma adolescente muçulmana e assim por diante.

Seguindo a sua tradição, no ano passado a DC lançou Renascimento, sua nova reinicialização do universo. Dessa vez, no entanto, ela pretendia resgatar suas raízes, tentar devolver aos seus heróis todas as características e aventuras que os marcaram como lendas! E conseguiu. Até o momento a linha editorial é um sucesso de crítica e público. Recentemente, a Marvel também anunciou seu novo reboot. Intitulado Marvel Legacy, este é outro caso bastante semelhante com a proposta de sua concorrente comercial. A seguir, vamos apresentar alguns motivos para essa conclusão.

1 – O resgate da essência

Grande parte da proposta inicial de All-New, All-Different estava focada em personagens menos conhecidos, que estavam há décadas no limbo. Casos como Gwen de Mulher Aranha e a nova Miss Marvel (Kamala Khan) tiveram um destaque bem maior, como dito anteriormente. A verdade é que não há nada de errado com a diversidade, o problema está quando as mudanças ocorrem apenas por espetáculo, como foi o caso desta linha editorial da Marvel. Dessa forma, com Legacy ela pretende retornar com todos os seus heróis clássicos, cada um deles com seus respectivos mantos, suas histórias, personalidades marcantes e levar de volta para os quadrinhos todos os suas essências originais, assim como Renascimento tem feito.

2 – Do zero

Poucas série de quadrinhos conseguem atingir o feito de 100 edições. Alguns personagens mais clássicos, como Superman e Homem Aranha, são populares o bastante para manter essa numeração adiante. Quando outros arcos se iniciam, os números tendem a zerar porque os quadrinhos ficam mais fáceis de serem vendidos nas lojas. Ao longo dos anos, a Marvel relançou sua linha várias vezes, o que saturou o mercado. Na DC, as revistas Action Comics e Detective Comics são tão antigas como a própria editora, porém, quando a era dos Novos 52 teve início, a empresa teve a coragem de zerar essas duas edições. Da mesma forma, a Marvel começou a fazer em suas histórias. Renumeração não significa que os quadrinhos da linha Legacy serão melhores, mas existe uma ajuda simbólica a vincular o universo atual com o que veio antes.

3 – O retorno de personagens clássicos

Wolverine sem Logan? Homem de Ferro sem Tony Stark? Odinson sem os poderes de Thor? Se por um lado ideias do tipo chegam a ser interessantes, pelo outro a Marvel não soube explorar isso nenhum pouco. As grandes quedas em seus quadrinhos não se deu necessariamente pelas trocas, mas pela má condução do roteiro de todos eles. De qualquer forma, as duas editoras possuem personagens e mantos dos quais os fãs fazem ligações diretas. Por parte da DC, por muitos e muitos anos Wally West foi o rosto do herói Flash, por isso, ele é uma figura super queria entre os leitores. Sendo assim, em Renascimento a editora o trouxe de volta. Da mesma forma como a Marvel vai voltar com todos os seus nomes e respectivos mantos citados acima entre outros.

4 – Relação mentor e aprendiz

Uma das grandes mudanças em Renascimento foi fazer de Superman um pai e apresentar como ele lida com a criação de uma nova geração de herói. Assim como Batman que agora também tem Damian Wyane sob sua responsabilidade. Da mesma forma, a Marvel vai apresentar personagens que se juntam para treinar sua próxima geração. Por exemplo, Bruce Banner é mentor de Amadeus Cho, auxiliando-a a como ser um Hulk melhor. Clint Barton está com com Kate Bishop, jovem que ele treina para ser uma arqueira até mesmo melhor que ele.

5 – De volta às origens

Durante anos, a Marvel tem reescrito as regras. Seu universo, que costuma ser muito mais otimista do que o da DC, tem avançado em direção a um tom cada vez mais sombrio, vide Império Secreto, seu último arco, o qual teve um cenário completamente diferente do que a editora está acostumada a apresentar. Além dessa exploração de um Estado fascista, dentro do universo de Homem Aranha as coisas não vão nada bem, com Norman Osborne no comando de tudo e com Peter e Mary Jane separados. A Marvel deixou de ser colorida e animada e com Legacy essa será um dos elementos que ela tentará resgatar. Ela pretende retornar às suas origens, do mesmo jeito que a DC, com o nome bem sugestivo de Renascimento, também tem feito.

Lembrando que a intenção da lista é apenas apontar alguns pontos bastante semelhantes entre os reboots das suas maiores editoras de história em quadrinhos da atualidade. Todos sabem que ambas se inspiram uma na outra para desenvolver novas histórias, até porque é assim que o mercado editorial funciona. Então já sabe, não deixe de compartilhar com a gente sua opinião sobre o tema.