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7 fatos horríveis sobre a guerra química durante a Primeira Guerra Mundial

POR Gustavo Camargo    EM História      07/06/18 às 16h10

Com laboratórios e pesquisadores produzindo novas armas e táticas para a Primeira Guerra Mundial, a guerra química aconteceu como consequência da guerra estática e defensiva das trincheiras. O pico da utilização de substâncias tóxicas foi pelos alemães. Diversos países possuem um arsenal de agentes químicos, a despeito do esforço legislativo do mundo para banimento de tais agentes, sob a Convenção de Armas Químicas, que entrou em vigor no ano de 1997.

A guerra química certamente era um horror cotidiano das guerras. Homens se juntavam nas trincheiras, e apenas podiam ver os ruídos das nuvens de gás que indicavam o produto tóxico chegando. Era uma verdadeira ameaça! Se interessou no assunto? Bom, foi pensando nisso que nós da Fatos Desconhecidos trouxemos 7 fatos horríveis sobre a guerra química durante a Primeira Guerra Mundial. Confira:

1 - Gás de cloro em soldados franceses

O primeiro ataque químico em grandes proporções durante a Primeira Guerra Mundial ocorreu em 22 de abril de 1915, perto da cidade belga de Ypres. O exército alemão dispunha de 6.000 cilindros de gás cloro, que acabara de ser desenvolvido. Eles aguardaram até que o vento estivesse favorável e depois soltaram o gás nas tropas francesas.

Quando finalmente o gás chegou nos soldados em Ypres, ninguém estava preparado. Como nunca tinha havido um ataque químico dessa proporção, eles não tinham máscaras de gás. Dentro de 10 minutos, milhares haviam morrido sufocados. O resto estava tropeçando cegamente e o veneno comendo em seus pulmões.

2 - Suicídio desesperado da esposa do inventor do gás cloro

Fritz Haber, foi o responsável pela gás cloro. Foi um grande químicos. Anos mais tarde ganharia o Prêmio Nobel por seu trabalho agrícola. Mas antes do termino da guerra, ele se dedicou inteiramente em encontrar novas maneiras e matar os inimigos da Alemanha.

Sua esposa, Clara, considerada um gênio do meio científico, ficou amedrontada com o trabalho do marido. Ela chamou isso de "um sinal de barbaridade, corrompendo a própria disciplina que deveria trazer novos insights sobre a vida" e repetidamente implorou que ele parasse. Ela estava disposta a fazer qualquer coisa para impedi-lo. Em uma festa feita em homenagem a Haber, ela roubou sua pistola, entrou no jardim e se matou. Ela tinha esperança de conseguir fazê-lo para com os massacres.

Mas isso não funcionou. Na madrugada, exatamente na manhã seguinte à descoberta do cadáver de sua esposa, Haber foi à Frente Oriental para lançar outro ataque com gás.

3 - Panos com urina para sobreviver a produtos químicos

O segundo ataque de gás cloro foi disparado na 1° Divisão do Canadá apenas dois dias depois após o primeiro ataque. A melhor coisa a se fazer era subir até o topo das trincheiras e esperar. Eles ainda não possuíam máscara de gás, mas médicos tinham descoberto uma solução improvisada. Eles podiam segurar um pano em sua bocas. Mas isso seria mais eficaz se eles colocassem urina no pano primeiro.

4 - Testes de gás mostarda em soldados indianos

Em 1916, o exército britânico começou a testar armas químicas. Alguns diriam mais tarde que eles foram enganados antes de fazer os experimentos e não tinham ideia do que estava prestes a acontecer com eles. Um dos piores experimentos aconteceram em Rawalpindi, onde cientistas britânicos enviaram de centenas de soldados indianos para câmaras de gás e os massacraram com gás mostarda. Eles queriam ver quanto gás precisaria para criar uma vítima, e queriam ver se havia alguma diferença em como isso queimava a pele.

5 - Gás fosgênio matou quase 80 mil pessoas

O gás fosgênio é considerado o maior assassino de todas as armas químicas. De 91 mil soldados que foram mortos por armas químicas, acredita-se que 85% deles foram vítimas de ataques de fosgênio.

Ele foi utilizado pela primeira vez em 19 de dezembro de 1915, na cidade de Wieltje. Alemães liberaram 88 toneladas de gás cloro e fosgênio juntos e deixaram entras nas tropas inimigas enquanto estavam dormindo.

6 - Cerca de 260 mil civis foram intoxicados durante a guerra

Não foram apenas soldados que foram pegos no meio da guerra química. Os gases passavam pelos campos de batalha e iam até civis. Houve entre 100.000 e 260.000 vítimas civis causadas por produtos químicos durante a guerra. Alguns não tiveram a sorte de uma morte tão rápida. Acredita-se que dezenas de milhares mais morreram de seus sintomas após o fim da guerra.

7 - Gás desejado no oceano

Após o fim da guerra, o Exército dos Estados Unidos decidiu se livrar da maioria de suas armas químicas, despejando-as no oceano. Ao total foram 29 milhões de quilos de armamentos químicos jogados no mar.

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Via   Listverse  
Imagens Vix
Gustavo Camargo
A verdade é que eu queria ser astronauta, mas na minha cidade ainda não tem a escolinha. Instagram: gustavoloopi
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