
Todo mundo já ouviu a frase ‘no amor e na guerra vale tudo’, mas talvez isso não seja uma verdade absoluta. Com o passar do tempo, as guerras ficaram cada vez mais sangrentas e mortíferas. Tanto que as nações tiveram que se juntar para que algumas práticas fossem proibidas a fim de poupar a vida das pessoas e o sofrimento cruel realizado sem medidas.
Depois da Primeira Guerra Mundial, a Liga das Nações teve o protocolo de Genebra que proibia o uso de gases exsudativos, venenosos ou qualquer outro gás que pudesse ser usado em guerras. Mas mesmo depois desse acordo, quando aconteceu a Segunda Guerra Mundial, a Itália, Japão e Espanha ainda usaram armas químicas. Contudo, vários outros acordos foram feitos a fim de tentar poupar a vida das pessoas mas também foram sendo quebrados de novo e de novo. Listamos aqui algumas dessas infrações.

No dia 16 de março de 1988, um dos piores atos foi cometido pelo regime do Saddam Hussein. Esse ataque ocorreu no final das guerra Irã-Iraque. O regime sempre teve uma dificuldade com a minoria curda e decidiram fazer uma campanha de genocídio na chamada Campanha Al Anfal.
O combate com os curdos aconteceu por vários anos, mas o ataque químico foi bastante breve. Quem sobreviveu conta que ouviram bombas caindo e depois, nuvens de fumaça branca, preta e amarela. Depois, os pássaros caíram do céu e outros animais começaram a morrer. A seguir, as pessoas. Esse ataque matou entre 3.200 e 5 mil civis e feriu por volta de 7 a 10 mil pessoas.
Esse fato aconteceu durante a Guerra do Vietnã e foi feito pelas forças armadas americanas. Os EUA viram que era necessário combater a ascensão do comunismo no sudeste da Ásia. O massacre aconteceu em 16 de março de 1968, e foi um movimento anti-guerra que varreu a nação. Mais de 500 pessoas foram mortas entre mulheres, crianças e jovens, que também foram violentadas e mutiladas. Isso tudo ocorreu em uma pequena aldeia na Província de Quang Ngai.
Quando Benito Mussolini chegou ao poder, ele queria restaurar o prestígio da Itália na época em que ela estava expandindo seu império na África Oriental. A guerra começou em 3 de outubro de 1935, quando as tropas italianas atravessaram a atual Etiópia. As armas químicas não foram usadas até que a Etiópia lançou sua ofensiva, o que fez com que a resposta italiana cortasse as linhas de comunicação e abastecimento.
Em dezembro de 1935, aviões italianos lançaram granadas de gás lacrimogênio e asfixiante no nordeste do país. Eles usaram bombas aéreas de mostarda com enxofre. Segundo historiadores, 4 mil bombas do tipo foram usadas e cerca de 15 mil mortes foram contabilizadas.
Na segunda guerra sino-japonesa, os soldados do exército imperial japonês mataram mais de 200 mil civis chineses e combatentes desarmados. A invasão japonesa de Xangai foi recebida com resistência, o que levou a uma guerra de atrito. Com um bombardeio naval, os japoneses conseguiram tomar Xangai e foram até a capital da China. E quando os japoneses viram que a cidade cairia, eles deixaram para trás os homens idosos e sem treinamento para defender a cidade. O resultado foi uma catástrofe, com os japoneses destruindo a cidade, estuprando e matando quem encontravam no caminho.
As guerras do Congo tiveram atos hediondos feitos contra seus próprios cidadãos. O Congo luta para se unificar desde sua independência e várias guerras civis foram travadas com vários grupos que disputavam o controle de áreas ricas em minerais.
Os soldados usaram o estupro como forma de guerra e aterrorizavam as mulheres em suas comunidades fazendo com que eles abandonassem suas propriedades. Segundo um estudo de 2011, estima-se que cerca de 1,8 milhão de mulheres foram estupradas.
A Guerra da Coreia é muitas vezes esquecida, assim como sua violência e morte que eles levaram para Coreia do Norte e do Sul. Cerca de cinco milhões de pessoas morreram, sendo metade delas civis, algo em torno de 10% da população coreana antes do conflito. Além deles, 40 mil americanos morreram e outros 100 mil ficaram feridos.
O Timor Leste foi controlado pelos portugueses por 500 anos, mas em 1974, um golpe em Portugal deixou os timorenses com a oportunidade de serem independentes. Em 1976, os portugueses decidiram deixar o Timor Leste e depois de nove dias, o país foi invadido pela Indonésia. Ela ocupou o país por 24 anos e foram assassinados homens, mulheres e crianças. Mais de 200 mil timorenses morreram de fome, doenças e em combates.





