
Considerando todo o trabalho que é fazer um filme, conseguir montar uma trilogia coesa então é algo, no mínimo, bem admirável. Agora, se organizar uma história em três partes, imagine o esforço necessário para reunir em uma obra dez anos de história contadas em dezoito filmes? Se pensarmos bem, a tarefa parece um tanto quanto impossível, no entanto a Marvel Studios parece ter excluído essa palavra de seu vocabulário. Foi assim, então, que tivemos Vingadores: Guerra Infinita.
Podemos dizer que o filme é um presente para os fãs do estúdio. Ele não apenas é o ápice de uma história iniciada há anos, como também reúne (quase) todos os heróis de seu universo cinematográfico na mesma produção. Não por menos, Vingadores: Guerra Infinita passou a ser o filme mais aguardado desde seu anúncio oficial. Recém lançado nos cinemas, o longa com cerca de 2h40min de duração não decepcionou. Para muitos fãs, a obra cumpriu tudo o que prometeu e ainda entregou mais um pouco. Entre os tantos acertos apresentados, selecionamos alguns que mais se destacaram no filme.
Um dos maiores receios do público era se os irmãos Anthony e Joe Russo conseguiriam contar uma história coesa com tantos personagens juntos. Era uma preocupação válida, mas o filme se mostrou muito bem organizado no fim. Ele não tem um começo ou um fim certo, já que seu início é exatamente quando termina Thor: Ragnarok. No entanto, os principais personagens apresentados ali possuem desenvolvimento dentro da narrativa. Há os que tiveram menos atenção, até porque o filme não poderia ter quatro horas de duração, mas nada que atrapalhe a experiência.
Um dos melhores jeitos para se trabalhar com tal quantidade de personagens é dividi-los em núcleos. Um excelente exemplo é O Senhor dos Anéis: são dezenas de personagens e todos eles pertencem a um núcleo diferente, até se encontrarem eventualmente. Com Vingadores: Guerra Infinita, a proposta foi a mesma. Em boa parte da história, há os heróis em busca de Thanos no espaço e os da Terra que se encontram em Wakanda. Mas também há o núcleo de Thor e mesmo da Feiticeira Escarlate. Dividir os personagens foi essencial para a organização do filme.
Por melhores que os filmes da Marvel Studios sejam, eles se tornaram sinônimo de muitas piadinhas. Muitas vezes, mais que o necessário. Os longas do Capitão América podem ser considerados os mais sérios, assim como o do Pantera Negra. A técnica funciona, porém o estúdio poderia aliviar um pouco mais a quantidade. Por exemplo, Thor: Ragnarok é um bom filme, mas não deveria ter sido uma comédia. Em Guerra Infinita, no entanto, as piadinhas ficaram mais contidas. Claro, houveram brincadeirinhas, mas não com a mesma frequência. Eles não fizeram de Thanos um palhaço e, por incrível que pareça, as emoções conseguiram ficar mais equilibradas.
Elas não poderiam faltar. As referências e homenagem estão presentes neste filme assim como em seus antecessores. Não é uma obrigação, mas um mimo para os fãs. Um pequeno gesto que mostra o quanto o estúdio pensa em seu público. Sendo assim, alusão tanto aos quadrinhos quanto às outras produções da casa não ficaram de fora.
Essa era uma preocupação constante, afinal o histórico da Marvel Studios com vilões não é dos melhores. Thanos não deveria ser apenas mais um, até porque seu anúncio tinha sido feito há anos. Todo o cenário foi preparado para ele, então o personagem precisava atender as expectativas de todos. Graças a Odin, tudo deu muito certo. Thanos enfim foi apresentado e, ainda melhor, foi muito bem desenvolvido. O antagonista da história se tornou o melhor vilão do estúdio ao ser mostrado com sentimentos, motivações e duro na queda.
Por mais que Ragnarok erroneamente tenha sido uma comédia, pela primeira vez ele proporcionou aos fãs o verdadeiro retrato do herói. Thor, finalmente, se tornou o Deus do Trovão que tanto esperávamos. O acerto foi tamanho que essa versão permaneceu em Guerra Infinita. O personagem parece até mais poderoso do que nunca. Sua entrada na batalha de Wakanda foi ovacionada pelo público. “Bring me Thanos” provocou arrepios geral!
Talvez seja seguro dizer que os fãs do estúdio não ficavam tão empolgados com uma cena pós-crédito desde que Thanos em pessoa apareceu em Vingadores: A Era de Ultron anunciando que faria tudo sozinho. O filme pode até ter terminado calmo e com a certeza de que o próximo seria a conclusão de sua história. Porém, ver o pedido de socorro enviado por Nick Fury a Capitã Marvel foi a cereja do bolo. O filme da heroína estreia apenas no próximo ano, mas já temos várias teorias de como ela poderá se encaixar na história.
Concorda com a lista? Comente com a gente quais acertos você mais gostou em Vingadores: Guerra Infinita.






