7 questionamentos sobre o corpo humano que a Ciência ainda não explicou

POR Thamyris Fernandes    EM Ciência e Tecnologia      08/08/14 às 22h22

Como forma de honrar sua inteligência e racionalidade, há inúmeros séculos, o homem começou a estudar seu próprio corpo e tudo o mais que o cerca. Absolutamente tudo que existe hoje já foi e continua sendo um motivador de pesquisas para entendermos melhor cada detalhe existente.

Acontece, no entanto, que mesmo avançada como se encontra atualmente, há coisas que a Ciência ainda não foi capaz de explicar, especialmente com relação a essa máquina potente que consiste nosso organismo.

Entre esses mistérios que ainda perturbam o sono dos cientistas, estão essas 7 perguntas que listamos abaixo. Confira:

1. O cérebro pode se manter ativo por um tempo após a decapitação?

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Essa é uma questão que a ciência ainda não pôde responder com exatidão. Isso porque não há como fazer muitos experimentos nesse sentido, uma vez que conseguir voluntários para esse estudo seria algo extremamente complicado.

Tudo que se sabe sobre esse assunto até hoje é proveniente de algumas pesquisas que um médico, chamado Gabriel Beaurieuxv, providenciou na França Revolucionária. Nesse período conturbado do país, alguns crimes eram punidos com a decapitação.

O estudioso, então, assistia às execuções e dava algumas ordens às cabeças, para testar os reflexos que elas mantinham ao serem separadas dos corpos. O médico dizia que as cabeças eram capazes de manter algumas funções durante 30 segundo, em média. No entanto, esse não é uma verdade absoluta.

2. Os seres humanos possuem mesmo feromônios?

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Os resultados das pesquisas realizadas sobre o assunto sempre geraram ainda mais dúvidas para seus pesquisadores. Eles sabem que nossos órgãos nasais próprios para detectar essa substância são minúsculos e não teriam a mesma eficácia como acontece com os resto do reino animal. Aliás, não está muito claro para os cientistas se eles realmente funcionam.

O que se sabe é que nascemos com certos odores, determinados pela nossa genética, e que a atuação desses cheiros é real. Inclusive, são eles que ajudam o bebê a identificar sua mãe e determina que mulheres que vivem juntas acabem ficando menstruadas na mesma época.

3. Como uma mulher pode não saber que está grávida?

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A raridade com que esses casos acontecem (quando mães não sabem que estão grávidas) tornam a questão difícil de ser investigada. Tudo que se sabe até agora é que esse é um fenômeno mais fácil de acontecer com mulheres muito acima do peso, que não notam as mudanças corporais da gestação, nem mantém o ciclo menstrual controlado.

Em mulheres não obesas, no entanto, essa questão se torna um tanto mais nebulosa. Há quem diga que nessas situações o estado da mulher pode ser mascarado por pequenos sangramentos que permanecem durante a gravidez e que podem ser confundidos com a menstruação. Mas os estudos sobre o assunto continuam...

4. Por que temos 3 ossos no ouvido?

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O fato dos mamíferos serem a única categoria animal que conta com um osso a mais no ouvido é uma questão que intriga os cientistas. Isso porque, em répteis e aves, essa estrutura conta apenas com 2 ossinhos.

Há estudiosos que apostam que esse osso a mais tenha a função de disfarçar os sons feitos por nosso próprio corpo, como a batida do coração. Mas essa é apenas uma especulação. Não há uma resposta oficial entre os cientistas.

5. O que acontece quando se é atingido por um raio?

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Conforme os cientistas, os danos causados por um raio, quando não matam a vítima, variam de queimaduras graves a danos cerebrais permanentes. O mais impressionante, segundo os estudiosos, é que há vítimas de raios que saem praticamente ilesas após esse tipo de acidente. É essa parte que eles não sabem explicar.

Estudos apontam que o raio possui sua maneira própria de atravessar nossos corpos devido à grande quantidade de força que percorrem em um curto espaço de tempo. Mas, fora isso, o mistério continua, uma vez que não é possível generalizar os casos.

6. Por que temos tipos sanguíneos diferentes?

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Apesar dos tipos sanguíneos terem evoluído a cerca de 20 milhões de anos, não se sabe ao certo qual o propósito que isso veio a acontecer. A comunidade científica sabe como eles funcionam e tem ideia da estreita ligação que eles apresentam com os anticorpos, responsáveis por destruir células estranhas no corpo. No entanto, a resposta exata para a existência de tantos segmentos sanguíneos é algo que não foi oficializada.

O melhor palpite que se tem até hoje é que o sangue teria evoluído como uma forma de combater doenças infecciosas. Isso faz com que algumas pessoas sejam menos suscetível à malária, por exemplo.

7. Por que temos impressões digitais?

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Apesar de serem úteis na identificação das pessoas, a ciência não está completamente certa do motivo que nos levam a ter essas linhas nas pontas dos dedos. Mesmo entendendo como elas se formam, os estudiosos ainda não chegaram a compreender a razão evolucionária de termos essa espécie de documento impresso no corpo.

Existem pistas, no entanto, que podem abrir caminhos para investigações sobre o assunto. Ao estudar as raras pessoas que nascem sem as digitais, os pesquisadores perceberam, como um efeito colateral, que esses indivíduos suam menos.

Thamyris Fernandes
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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