Existem algumas questões que pesam na cabeça de quem desenvolve e distribui jogos online para o público infantil. Sendo este público tão suscetível a comprarem quaisquer ideias, parece covardia fazê-los desenvolverem cedo hábitos nocivos de consumo, ainda mais quando o dinheiro que eles gastam com esses jogos vem da carteira de seus pais.

Mas quem faz esse trabalho sabe disso. Os jogos são feitos para as crianças que vão descabelar os pais até que estes comprem o que eles quiserem. É aquela velha máxima do "chora que papai compra". Só que algumas questões têm saído do controle nesse aspecto. Entenda porque:

1- Elas recebem amostras super atraentes para ficarem viciadas

IW_07_CLAN-kW6H-U101257404412r4B-1024x651@GP-Web

Os guris baixam todo felizes as versões de testes e escolhem personagens, orna-os com armaduras, armas, começa a enfrentar desafios e derrubar inimigos afim de conquistar objetivos diversos. Aí em um dado momento acabou a amostra grátis. A criança já tá viciada e tem que encarar o inevitável: Assinar a versão exclusiva. O que nos leva ao item dois.

2- As crianças não hesitam em roubar seus pais

vicio-em-jogos-online

Essas compras de créditos, itens de batalha, poções etc demandam pouco investimento e são adquiridas por sistemas de compra seguros na internet através de cartões de crédito. Mas que criança tem cartão de crédito? E a facilidade é tão grande que eles só precisam do número do cartão, data de validade e código verificador. Simples. Fazem mesmo sem os pais saberem.

3- Os pais podem ser piores que as crianças

size_810_16_9_mulher-gritando-com-o-telefone

Aí os pais resolvem ir em cima é da empresa que oferece o jogo: "NÃO FIZ COMPRA DE PORCARIA DE CRÉDITOS NEM DE NENHUM EXÉRCITO DE DRAGÕES!" Ao que o atendente responde que o usuário é o filho da mulher e ela retruca: "COMO VOCÊS FAZEM ESSE TIPO DE VENDA PRA UMA CRIANÇA DE 12 ANOS?!". Aí eles vem com o papo de que os termos e condições para assinatura do jogo eram bem claros e foram aceitos. Todos os argumentos da mãe são inválidos.

4- Eles têm que agradarem os fedelhos quando eles pagam

NFS Nuno Ferreira Santos - 27 Marco 2015 - Andre + e Mafalda + para a reportagem sobre cyberkids , jovens que nasceram ligados a net

Ah, e quando eles fazem a assinatura premium ou compram um recurso muito sofisticado o suporte tem que dar a tenção total, afinal, os referidos "fedelhos" estão convencidos do jogo, viciados e pagando para ter tudo. Então nada mais justo. Uma contra partida para esses vendedores de games sedutores.

5- O mercado internacional de jogos para crianças é fraudulento

Lucas-Lima-Ensino-Fundamental-Leste_ACRIMA20151024_0021_15

Mas os crimes são praticados pelas próprias crianças. No futuro elas vão colocar os desenvolvedores atuais nos bolsos. Imagine você que a maior parte de fraudes nos pagamentos são cometidos por crianças na Indonésia. Eles roubam contas do PayPal e compram cartões de presente dos jogos.

6- Coisas estranhas acontecem nos bate-papos dos jogos online

8woqc5m3ac27xj4msxt6lgi7a

As equipes que jogam online se comunicam e às vezes rolam uns papos bem pesados nos chats. Os moleques falam sobre fist fucking gang bang (se você não conhece esses termos, cuidado ao pesquisar!), além de meninos se passando por meninas para fazerem os outros gamers pagarem coisas para eles. Que geração incrível está vindo aí, hein amigos?!

7- As crianças ficam propensas a confusões e mudanças de personalidade

2qm30r8to92wo2yxfrt3pfvp8

Sem falar nos guris que transferem a vida real para o ambiente virtual dos jogos e têm dificuldades em voltar. A gente sabe que a vida é muito mais atraente no universo dos jogos, mas até que ponto é saudável misturar essas coisas? Crianças assumindo identidades de personagens, vivendo no plano real a história do jogo e fazendo muita m*rda e deixando passar coisas que poderiam aproveitar no plano real. Isso também merece um olhar cuidadoso.

Você é pre-adolescente e joga ou já jogou? Qual jogo? Acha que essas constatações são verdadeiras? Até que ponto? Conta aí pra nós.

Publicado em: 29/02/16 21h55