Curiosidades

Maior cometa já visto revelou uma surpresa curiosa

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Resumidamente, o sistema solar fica em um dos espaços da Via-Láctea, que tem como sua formação pela estrela solar e por tantos outros corpos celestes ao seu redor. Mais especificamente, ele é formado pelo sol e mais 1.700 corpos celestes menores, entre cometas, asteroides e os planetas com seus satélites. O cometa pode ser um dos corpos mais interessante e curioso.

Dependendo do cometa, ele pode ser visto a olho nu. Outros acabam passando despercebidos até pelos olhos mais atentos. Contudo, hoje, com toda a tecnologia disponível, podemos identificá-los ainda distantes, quando estão em suas órbitas previsíveis. Para isso, basta saber onde e quando procurar por um cometa.

Cometa

CNN

Por exemplo, temos o cometa Bernardinelli-Bernstein (BB). Ele é o maior que os telescópios humanos já avistaram. A jornada desse cometa está em curso desde os confins do nosso sistema solar, e voa relativamente perto de Saturno.

Embora já se entendesse isso, uma nova análise do cometa revelou um fato bem surpreendente. Para essa análise, os pesquisadores analisaram as leituras feitas pelo Transient Exoplanet Survey Satellite (TESS), entre 2018 e 2020. Como resultado, descobriram que o BB se tornou ativo bem antes e bem mais longe do sol do que se pensava anteriormente.

Para um cometa se tornar ativo, a luz do sol aquece a sua superfície gelada e a transforma em vapor. Isso libera poeira e areia, que anteriormente estavam presas. Nesse ínterim, uma névoa aparece. Ela se chama coma, e pode ser útil para os astrônomos descobrirem do que exatamente um determinado cometa é feito.

Observações

Olhar Digital

Nesse caso em específico, o cometa ainda está muito longe para que a água sublime. Mas, se baseando em estudos de cometas a distâncias parecidas, o mais provável é que a névoa emergente seja conduzida por uma lenta liberação de monóxido de carbono. Até o momento, somente um cometa ativo foi observado anteriormente. Ele estava a uma distância maior do sol e era bem menor do que o BB.

“Essas observações estão empurrando as distâncias para cometas ativos dramaticamente mais longe do que conhecíamos anteriormente”, disse o astrônomo Tony Farnham, da Universidade de Maryland (UMD).

Para que os pesquisadores conseguissem detectar a coma em volta desse cometa, algumas camadas de imagem inteligentes foram necessárias. Eles combinaram vários instantâneos do TESS, que usa exposições longas de 28 dias, alinhando a posição do cometa em cada uma das vezes para terem uma visão melhor.

O cometa tem aproximadamente 100 quilômetros de diâmetro. Sua distância do sol quando ele se tornou ativo é a principal pista que os pesquisadores têm de que o monóxido de carbono está presente. Ademais, com o que se sabe a respeito do monóxido de carbono, provavelmente o BB já estava produzindo um coma antes mesmo de ele ser avistado.

“Presumimos que o cometa BB provavelmente estava ativo ainda mais longe, mas simplesmente não o vimos antes disso. O que ainda não sabemos é se há algum ponto de corte onde podemos começar a ver essas coisas no armazenamento refrigerado, antes que se tornem ativas”, disse Farnham.

Estudo

National Geographic

Assim como todo estudo, foi preciso mais informações para se chegar a uma confirmação. Por isso que os pesquisadores repetiram a técnica de empilhamento de imagens em objetos do cinturão de Kuiper. Como resultado, confirmou-se que seus métodos eram sólidos. Além disso, também se confirmou que a atividade observada ao redor do cometa BB não era somente um efeito de desfoque por conta da colocação das imagens uma em cima da outra.

Dessa forma, todos os cálculos são úteis para os astrônomos para que eles consigam descobrir de onde os cometas individuais vieram. A partir disso, eles conseguem rastrear a história do nosso sistema solar. Nesse sentido, o BB continua sendo um cometa de muito interesse dos pesquisadores.

“Este é apenas o começo. TESS está observando coisas que ainda não foram descobertas e isso é uma espécie de caso de teste do que seremos capazes de encontrar. Temos o potencial de fazer muito isso, uma vez que um cometa é visto, precisamos voltar no tempo nas imagens e encontrá-los enquanto eles estão a distâncias mais distantes do sol”, conclui Farnham.

Fonte: Science Alert

Imagens: CNN, Olhar DIgital, National Geographic

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