
Os filmes da Disney encantam uma multidão de pessoas ávidas por histórias mais do que fantásticas. Enveredadas por músicas contagiantes, as narrativas em animação ou live-action definitivamente têm o poder de emocionar. Faixa etária para assistir Rei Leão? Nunca nem vi. Querendo ou não, os estúdios em particular sabem muito bem o que estão fazendo quando o assunto é gerar identificação irrestrita. Agora, nós bem sabemos que o entretenimento das histórias da Disney estão rodeadas por magia e ficção. Seria bem associá-las à precisão científica? É possível que os filmes do estúdio já tenham acertado alguma coisa envolvendo teorias não-ficcionais? Bem, aparentemente existem diversos aspectos que podem ser comprovados. Por isso, preparamos uma lista com 8 vezes que a Disney errou (ou acertou) sobre a ciência.
Há uma quantidade surpreendente de precisão científica escondida em seus filmes infantis favoritos, mesmo que não intencionalmente. No entanto, não temos tempo para imparcialidade. Mostraremos “erros” e “acertos” dentro do campo do real.
O filme da Disney/Pixar, Divertida Mente, pode ser encarado como uma representação surpreendentemente fiel das atividades do cérebro. Ou seja, os princípios básicos são bem específicos. A ideia de “enviar memórias a longo prazo” durante o turno noturno é um aceno para o processo de consolidação da memória ao longo do sono. Isso inclui estruturas como o córtex orbitofrontal, que está envolvido na tomada de decisões, além do hipocampo, que é fundamental na criação de novas memórias.
Ainda em Divertida Mente, as “ilhas da personalidade” são uma boa representação de como fortes memórias formativas podem influenciar o nosso senso de identidade. Por isso, é provável que elas sejam basicamente as mesmas na vida real, como conscienciosidade e extroversão. No entanto, em diferentes quantidades.
Esses tipos de traços provavelmente não “existem” da mesma forma que o sistema límbico. Eles têm mais a ver com níveis de atividade em muitas áreas diferentes. Da mesma forma, não temos realmente nenhuma ideia do que está acontecendo com a imaginação. Sabemos que é provavelmente diferente da memória, mas na verdade ocorre em quase todas as partes do cérebro. Essa é uma das vezes que a Disney errou (ou acertou) sobre a ciência.
O elo entre solidão e temperatura pode ser um pouco mais literal do que pensávamos. Um estudo da Universidade de Toronto descobriu que, quando as pessoas se sentem excluídas socialmente, assim como a rainha Elsa, elas literalmente se sentiam com mais frio.
Quando solicitados a adivinhar a temperatura da sala em que estavam, aqueles que foram submetidos à exclusão social adivinharam de maneira menos rigorosa do que aqueles que foram incluídos. Em um estudo separado, a conexão entre o calor físico e emocional tornou-se ainda mais forte.
Descobriram que as pessoas que experimentam a solidão provavelmente usavam banhos quentes e chuveiros para se sentirem melhor. Isso é muito instintivo, assim como todos sabem que um bom banho quente pode fazer tudo parecer melhor. Porém, eles demonstraram que a “temperatura” física e emocional pode ser um pouco intercambiável.
Nós todos sabemos que a Rainha do Gelo é bastante poderosa. O problema é que você não pode simplesmente mudar o estado das coisas sem colocar em prática a velha e conhecida física – a menos que queiramos nos aproximar da realidade. O trabalho de congelar um reino medieval norueguês consumiria muita energia (muita mesmo). Um estudante de ciência integrada, chamado Aaron Goldberg, decidiu que iria descobrir exatamente quanta energia seria possível.
Estimou-se que a quantidade de gelo necessária para cobrir Arendelle seria de cerca de 99.043.217.000 kg. Então, ele descobriu exatamente quanta energia seria necessária para produzir essa quantidade de gelo. A resposta foi equivalente a algum lugar na região de 115 bombas atômicas. Agora, mesmo se Elsa comesse todo o seu mingau pela manhã, produzir esse tipo de energia é como… mágica. Essa é uma das vezes que a Disney errou (ou acertou) sobre a ciência.
Os animais de “Mogli: O Menino Lobo” definitivamente cruzariam os limites da vida real – sim, até mesmo o urso. Vamos às evidências: Baloo é um urso-preguiça, nativo da Índia. Felizmente para Mogli, essa é provavelmente uma das melhores espécies de ursos para se ter por perto.
Eles são geralmente muito dóceis, vivendo em uma dieta de insetos, subindo em árvores e geralmente se arrastando por aí. Também são conhecidos por serem vítimas de tigres de bengala, como Sher Khan, assim como na cena do filme.
Não existe uma explicação lógica sobre como o rei Louie veio a estar no meio da selva indiana. Os orangotangos não são conhecidos como bons nadadores. Além disso, os produtores também reverberaram o mito da “cobra hipnótica”. Acredita-se que o equívoco de que as cobras são capazes de hipnotizar suas presas vem de uma combinação de seus olhos sem pálpebra e dos mecanismos de defesa de suas presas. Essa é uma das vezes que a Disney errou (ou acertou) sobre a ciência.
É sempre complicado encontrar lógica científica em contextos de animais cantantes. No entanto, vamos fazer um esforço. É necessário, porém, colocar os devidos créditos à precisão científica em algumas cenas de Rei Leão. Enquanto Simba, Timão e Pumba observam as estrelas, se perguntam o que poderiam ser.
Simba calcula que os astros seriam todos os seus antecessores mortos, revelando-se como o monarquista que é. Timão insiste que são, na verdade, vaga-lumes. Porém, Pumba acha que são “bolas de gás a bilhões de quilômetros de distância”, recebendo um sinal positivo do meio científico (bem, na medida do possível).
“James e o Pêssego Gigante” é um daqueles filmes que as pessoas tendem a esquecer, mas ainda é extremamente nostálgico. Inclusive, um grupo de estudantes de Física da Universidade de Leicester, não se esqueceu. Eles dedicaram seu tempo e energia para desmembrar esse clássico. O escritor da posterior adaptação, Roald Dahl, afirmou que seriam necessárias 501 gaivotas para transportar o pêssego gigante homônimo pelo Atlântico. Será?
De acordo com os cientistas, o pêssego era “tão alto e largo, na verdade, quanto uma pequena casa”. Eles estimaram que um pêssego dessas dimensões exigiria 4.890.579 newtons de força para ser erguido no ar. Como a gaivota média é capaz de fornecer uma elevação líquida de cerca de dois newtons de elevação, isso somaria quase 2,5 milhões de gaivotas.






