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A lua está desigual e pesquisas finalmente podem explicar o motivo

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Moon and dark clouds in night

A lua é o vizinho cósmico mais próximo da Terra. E também é o único lugar fora do nosso planeta em que o homem conseguiu pisar. Mas um dos maiores mistérios é porque os dois lados dela são significativamente diferentes.

Pesquisadores mostraram uma possível explicação para isso se apoiando em evidências experimentais. Essa assimetria da lua pode ser atribuída a uma distribuição, também assimétrica, de elementos radioativos.

A lua está travada, o que significa que um lado, o mais próximo, está sempre voltado para a Terra. Basta olharmos para lua, para perceber que o lado que vemos está cheio de manchas escuras.

O lado oposto a esse é completamente diferente. Para começar, a crosta é mais espessa e tem uma composição diferente. Além disso, a superfície também é mais pálida, tem menos manchas de basalto e é coberta por crateras.

Essa diferença é vista como que os fluxos de basalto no lado próximo cobriram um grande número de crateras da lua. Mas o motivo desse lado ter mais atividade vulcânica do que o outro é um  mistério que os cientistas lunares querem resolver.

Região

Além disso, tem mais uma coisa peculiar no lado próximo da lua. Uma região geoquimicamente estranha chamada Procellarum KREEP Terrane. Ela é bastante rica em elementos específicos que dão o seu nome. Em potássio, simbolizado pelo K; elementos de terras raras, o REE; e fóforo, que é o P. Além deles, a região também tem elementos como urânio e tório, o qual o decaimento radioativo causa calor.

E essa região parece se associar a planícies de basalto. E também já foi demonstrado que suas propriedades geradoras de calor podem ter alguma coisa a ver com o vulcanismo no lado próximo da lua.

Realmente a modelagem térmica do interior lunar sugere que o decaimento radioativo do potássio, tório e urânio poderia ter dado uma fonte de calor próxima a bilhões de anos.

Por isso, uma equipe internacional de cientistas decidiu ver se esse poderia ser o caso. Eles fizeram análises experimentais para consegui avaliar o efeito do KREEP nas rochas lunares.

O experimento foi feito com uma composição sintética do KREEP em rochas lunares nas concentrações de 5, 10, 15, 25 e 50% de KREEP. Eles foram mantidos em uma temperatura que variava entre 1.175 e 1300º Celcius entre quatro a oito dias.

O efeito foi bastante drástico. A presença do KREEP sintético diminuiu o ponto de fusão do análogo. Além de produzir entre duas e 13 vezes mais fusão. E adicionando o calor radioativo na mistura a equipe descobriu compostos de aquecimento radioativo no efeito KREEP. E juntos eles poderiam ter ajudado na atividade vulcânica do lado mais próximo da lua.

Origem

Ainda não se sabe a origem do KREEP. Mas tem uma compreensão maior de como ele se formou e afetou os processos no interior da lua pode ajudar os cientistas a entender melhor como chegou lá.

“Devido à relativa falta de processos de erosão, a superfície da lua registra eventos geológicos da história inicial do Sistema Solar. Em particular, as regiões do lado próximo da lua têm concentrações de elementos radioativos como urânio e tório diferente de qualquer outro lugar na lua. Compreender a origem desses enriquecimentos locais de urânio e tório pode ajudar a explicar os estágios iniciais da formação da Lua e, como conseqüência, condições no início da Terra”, explicou o cientista planetário Matthieu Laneuville, do Instituto de Ciências da Vida da Terra no Japão.

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