
Se o mundo acabar em fogo ou em gelo, ainda dá para discutir. Mas e se acabar em radiação nuclear? Muita gente jura que as baratas vão sobreviver a tudo, correndo entre os escombros enquanto nós, pobres humanos, já viramos poeira. Essa fama vem desde 1945, quando, após as bombas de Hiroshima e Nagasaki, surgiram relatos de que só elas continuavam vivas nas ruínas.
Mas será que isso é verdade ou só mais um mito urbano de dar arrepio?
Para tirar a dúvida, os Caçadores de Mitos, do Discovery Channel, colocaram baratas alemãs à prova. Resultado: elas realmente aguentam radiação muito acima do que qualquer humano suportaria.
Ou seja: resistentes, sim. Imortais, nem tanto.
Aqui vem a reviravolta: as baratas nem são as campeãs da radiação. Outros bichinhos dão um verdadeiro show quando o assunto é resistência:
Mesmo que aguentassem o impacto inicial da radiação, baratas e companhia teriam outro problema: sobreviver sem comida em um ambiente devastado. Como explicou Corrie Moreau, da Universidade Cornell, em entrevista à Newsweek:
“É difícil prever os impactos a longo prazo da radiação sobre esses animais e como isso afetaria a cadeia alimentar”.
Então, se o apocalipse nuclear chegar, é bem provável que as baratas ainda apareçam correndo por aí. Mas se depender da competição, elas podem perder o título para vespas, tardígrados e outros insetos “super-heróis” da natureza.
E nós? Bom, provavelmente já teremos saído do jogo há muito tempo.






