As baratas realmente sobreviveriam a uma bomba nuclear?

A lenda da barata imortal

Se o mundo acabar em fogo ou em gelo, ainda dá para discutir. Mas e se acabar em radiação nuclear? Muita gente jura que as baratas vão sobreviver a tudo, correndo entre os escombros enquanto nós, pobres humanos, já viramos poeira. Essa fama vem desde 1945, quando, após as bombas de Hiroshima e Nagasaki, surgiram relatos de que só elas continuavam vivas nas ruínas.

Mas será que isso é verdade ou só mais um mito urbano de dar arrepio?

Testando a resistência da praga

Para tirar a dúvida, os Caçadores de Mitos, do Discovery Channel, colocaram baratas alemãs à prova. Resultado: elas realmente aguentam radiação muito acima do que qualquer humano suportaria.

  • Com 1.000 rads (dose letal para um humano em 10 minutos), metade das baratas ainda estava viva depois de um mês.
  • Com 10.000 rads (nível de uma bomba atômica), 10% ainda resistiram por semanas.
  • Mas a 100.000 rads, nem elas tiveram chance.

Ou seja: resistentes, sim. Imortais, nem tanto.

Outros super sobreviventes

Aqui vem a reviravolta: as baratas nem são as campeãs da radiação. Outros bichinhos dão um verdadeiro show quando o assunto é resistência:

  • Tardígrados: também chamados de “ursos da água”, já provaram que sobrevivem até no espaço.
  • Mosca-das-frutas: só sucumbe depois de 64.000 rads.
  • Insetos perfuradores de madeira: alguns suportam até 68.000 rads.
  • Vespa parasita Habrobracon hebetor: a verdadeira campeã, sobrevive a 180.000 rads, cerca de 200 vezes mais que nós!

E depois da explosão?

Mesmo que aguentassem o impacto inicial da radiação, baratas e companhia teriam outro problema: sobreviver sem comida em um ambiente devastado. Como explicou Corrie Moreau, da Universidade Cornell, em entrevista à Newsweek:

“É difícil prever os impactos a longo prazo da radiação sobre esses animais e como isso afetaria a cadeia alimentar”.

No fim das contas

Então, se o apocalipse nuclear chegar, é bem provável que as baratas ainda apareçam correndo por aí. Mas se depender da competição, elas podem perder o título para vespas, tardígrados e outros insetos “super-heróis” da natureza.

E nós? Bom, provavelmente já teremos saído do jogo há muito tempo.

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