
Na atualidade, vemos a adolescência como uma fase única de aprendizado, desafio e expressão e esses indivíduos são respaldados por Lei (ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente) , mas há pouco mais de 100 anos, os adolescentes nem eram vistos como pessoas completas.
Entenda essa mudança de perspectiva.

No passado, estudiosos como Philippe Ariès, defendiam que crianças e adolescentes, apenas, ocupavam o corpo de um adulto em miniatura. Por isso as famílias e instituições não reconheciam suas necessidades específicas e nem ofereciam qualquer apoio psicológico.
Eles trabalhavam desde cedo, assumiam responsabilidades de adultos e não recebiam tratamento adequado.
Essa visão permeou na sociedade até meados do século XX. Somente em 1990, com a criação do ECA, o Brasil começou a tratar os adolescentes como sujeitos de direitos e, mesmo assim, os jovens eram vistos como problema social.
Pior que isso, quando agiam fora do esperado, as autoridades os internavam em manicômios, reformatórios ou asilos, sem qualquer suporte.

Com o avanço da psicologia, da medicina e dos movimenos de direitos humanos, no século XX, passou-se a entender que o adolescente vive uma fase única de desenvolvimento emocional, social e cognitivo.
A psicóloga e professora Teresa Schoen, da Unifesp, explica:
A adolescência passou a ser compreendida como uma etapa de identidade e necessidades próprias. Essa mudança foi crucial para garantir políticas mais humanas e inclusivas
Apesar de agora serem respaldados, os adolescentes, ainda, enfrentam a invisibilidade, mas com outras nomenclaturas: pressão estética, ansiedade digital, solidão crônica e falta de escuta ativa.
Enfim, entender o passado dos nossos jovens é essencial para garantir que eles continuem tendo amparo e sejam vistos como realmente são: pessoas inteiras, em transformação e com muito a dizer.






