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Afinal, as águas-vivas têm olhos?

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O oceano é uma imensa caixa de surpresas. Há quem diga que não conseguimos explorar metade dele e que conhecemos menos de 50% das espécies que habitam. Até onde já fomos, nos encantamos bastante. Existem estudiosos que dedicam suas vidas para descobrir coisas novas sobre os oceanos. Há também aqueles que não querem estudar, mas adoram mergulhar em busca das belezas do mar. Imagine você está fazendo um mergulho, com uma máscara no rosto, pelas águas do Caribe. Assim, você vai se deparar com peixes tropicais e corais coloridos incríveis. No entanto, uma das coisas que mais chama a atenção é uma criatura composta por massa transparente e tentáculos. Sim, são as águas-vivas.

Embora sejam lindas, elas podem ser bastante perigosas. Quando se deparar com uma, é bem provável que você fuja o mais rápido possível, esperando não ser localizado por elas. Estamos sugerindo que elas não consigam seguir uma pessoa que nada para longe. Isso porque, assim como você, caro leitor, nos perguntamos: será que as águas-vivas têm olhos para enxergar o que se passa ao seu redor? Pensando nisso, decidimos trazer essa matéria com mais informações sobre essa dúvida. Confira conosco a seguir e surpreenda-se. Aproveite para compartilhar com seus amigos e, sem mais delongas, vamos lá.

Anatomia básica das águas-vivas

A água-viva é um animal incrivelmente simples. Elas não têm cérebro, coração ou ossos, nem mesmo todos os órgãos que vemos como indispensáveis. As águas-vivas são membros do filo Cnidaria e não são classificadas como peixes. Elas são um tipo de plâncton e estão mais relacionadas à fonte microscópica de alimentos que forma a base da maioria das cadeias alimentares marinhas. Além de bastante simples sua estrutura física, elas ainda são constituídas por aproximadamente 98% de água e apenas uma pequena lista de órgãos. A epiderme protege esses órgãos, enquanto a gastroderme é a cama interna e mesogléia pode ser encontrada entre as duas camadas.

A água-viva tem boca, embora seja um pequeno e simples orifício. Essa absorve e excreta alimentos, além de ser uma cavidade gastrovascular que serve como estômago rudimentar. Esse último elemento de sua formação física, e o que a maior parte das pessoas associa a esses cnidários, são os tentáculos. Mesmo podendo variar amplamente em termos de comprimento e número, esses tentáculos fazem parte do corpo desse ser. Também são os principais órgãos sensoriais dessas criaturas, especialmente com relação ao seu poder de “visão”.

Como são os olhos das águas-vivas?

Imaginamos como olhos as estruturas semelhantes às nossas. O consenso é um tipo de mecanismo de detecção de luz que está presente em um ancestral antigo, mas a diversidade de como a programação genética se desenvolveu continua sendo uma fonte de fascínio para os pesquisadores. As águas-vivas não possuem cérebro para processas os estímulos visuais. Logo, elas precisam de um órgão sensorial simples que está ligado aos seus tentáculos. Esses órgãos localizados nas extremidades desses tentáculos podem detectar luz e diferentes traços químicos na água. Isso ajuda o animal a se orientar no ambiente.

Diferente dos humanos, os “olhos” da maioria das águas-vivas não estão concentrados em um único órgão. A capacidade de enxergar é facilitada por uma rede de nervos e proteínas chamadas opsinas. Alguns estudiosos então concluíram que os órgãos sensoriais se desenvolveram ao longo de anos, o que é resultado em muitos tipos diferentes de olhos nas águas-vivas.

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