
Uma americana de 22 anos voltou a afirmar que pode ser Madeleine McCann, a menina britânica que desapareceu em 2007 durante férias com a família em Portugal. Moradora do estado do Arkansas, nos Estados Unidos, ela insiste que possui evidências de DNA que poderiam ajudar a comprovar sua teoria.

A menina inglesa Madeleine McCann, que desapareceu em 2007, e a norte-americana Eugenea Collins — Foto: Reprodução/Facebook
Entretanto, até o momento, não existe confirmação científica de qualquer ligação genética entre a americana e a família McCann. Um teste de ancestralidade apresentado por ela indicou 68% de origem inglesa e do noroeste europeu. Apesar disso, esse resultado não comprova parentesco com Madeleine.
Segundo seu relato, as suspeitas começaram depois que ela assistiu a uma entrevista da polonesa Julia Wandelt no programa do Dr. Phil, em 2023. Na ocasião, Wandelt também afirmava ser Madeleine e apresentava supostas semelhanças físicas com a criança desaparecida.
Depois de assistir ao programa, a americana passou a comparar fotografias próprias com imagens de Madeleine e projeções de como a menina poderia estar atualmente.
Além disso, ela afirma ter encontrado inconsistências em sua própria documentação. Collins diz que nunca teve acesso à certidão de nascimento original e que enfrentou dificuldades para conseguir documentos de identificação.
A partir dessas questões, passou a questionar sua origem familiar e começou a divulgar suas suspeitas nas redes sociais.
Um dos principais argumentos apresentados pela americana é um teste de ancestralidade genética. Segundo ela, o resultado apontou 68% de origem inglesa e do noroeste europeu, algo que considera compatível com sua teoria.
No entanto, esse tipo de exame identifica origens populacionais e não comprova que uma pessoa pertence a determinada família. Para confirmar uma possível relação com Madeleine, seria necessário realizar uma comparação genética com material biológico de familiares da menina.
Até agora, não foi apresentada uma confirmação científica de que a americana possui parentesco com Kate e Gerry McCann. Portanto, sua afirmação continua sem comprovação.
Collins afirma que começou a questionar sua história familiar depois de enfrentar dificuldades para conseguir documentos pessoais. Segundo seu relato, a certidão de nascimento à qual teve acesso apresentava um nome riscado e substituído pelo dela.
Além disso, ela afirma ter reconhecido semelhanças entre fotografias de um homem que acredita ser seu pai biológico e Christian Brückner, alemão investigado no caso do desaparecimento de Madeleine.
Entretanto, não existem evidências apresentadas publicamente que comprovem essa suposta ligação. Da mesma forma, a declaração não estabelece qualquer relação entre Brückner e a identidade da americana.
Madeleine McCann desapareceu em 3 de maio de 2007, aos 3 anos de idade, enquanto passava férias com os pais e os irmãos em Praia da Luz, no Algarve, em Portugal.
Naquela noite, a menina estava em um apartamento de férias enquanto Kate e Gerry McCann jantavam em um restaurante próximo. Quando os pais perceberam seu desaparecimento, começaram as buscas, que posteriormente ganharam repercussão internacional.
Desde então, diversas hipóteses foram investigadas, mas o paradeiro de Madeleine continua desconhecido.
Em 2020, autoridades alemãs apontaram Christian Brückner como suspeito do desaparecimento. Contudo, ele não foi formalmente condenado pelo caso Madeleine.
Apesar das novas declarações de Eugenea Collins, sua identidade como Madeleine McCann permanece sem comprovação. Até que uma análise genética demonstre essa possível relação, suas afirmações devem ser tratadas como alegações pessoais, e não como uma descoberta confirmada.
Fonte: Revista Monet