Suspeitos do roubo no Louvre são presos

Avatar for Henrique SantosHenrique SantosNotíciasoutubro 27, 2025

Foram precisos apenas sete dias de investigação intensa. Os investigadores encontraram um capacete e um par de luvas abandonados no local do crime. Dentro deles, havia DNA e impressões digitais que levaram até dois homens de 30 e poucos anos, moradores da região de Seine-Saint-Denis, nos arredores de Paris.Um dos suspeitos, com dupla nacionalidade francesa e argelina, foi preso no aeroporto Charles de Gaulle tentando embarcar para a Argélia. O outro, de origem malinense, foi detido poucas horas depois em sua residência. Ambos já tinham antecedentes por roubo e receptação, segundo a promotoria. Mais de 100 investigadores participaram da operação.

O que foi levado

Entre as peças roubadas estavam tiaras, broches e colares pertencentes ao antigo tesouro real, algumas associadas à imperatriz Eugênia e a outras nobres do século 19. Estimativas do Ministério Público francês falam em um valor de mercado de cerca de €88 milhões (mais de meio bilhão de reais), mas especialistas lembram que o valor histórico é impossível de calcular. Até agora, nenhuma das joias foi recuperada. A polícia acredita que o grupo tenha conexões com redes internacionais de contrabando, o que pode dificultar o rastreamento.

“Quando peças desse nível somem, o mercado negro se movimenta em horas”, explicou um porta-voz.

As falhas que abriram a brecha

Após o crime, o Louvre anunciou uma auditoria completa de segurança. O museu admitiu que algumas câmeras externas estavam em manutenção e que o sistema de alarme não foi seguido pelo protocolo de evacuação imediato. A demora na resposta permitiu que os ladrões escapassem antes da chegada da polícia. Autoridades francesas reforçaram a segurança em outros museus e emitiram um alerta a antiquários e casas de leilão. O Ministério da Cultura classificou o caso como “falha sistêmica” e prometeu investir em tecnologia de vigilância e protocolos automatizados.

O que vem a seguir

  • Prisão de cúmplices: A promotoria acredita que pelo menos duas pessoas ainda estejam foragidas, ligadas à logística da fuga.
  • Caça às joias: Interpol e Europol entraram no caso para rastrear possíveis rotas de venda no exterior.
  • Revisão no Louvre: O museu deve fechar parcialmente a Galeria de Apolo para modernizar o sistema de segurança.

O símbolo por trás das pedras

Mais do que um golpe milionário, o caso virou um alerta sobre a vulnerabilidade de museus históricos. As joias da Coroa não são só ouro e diamante,  são fragmentos da história francesa. A Galeria de Apolo, onde elas estavam, já foi reformada por Luís XIV e inspirou até o Salão dos Espelhos de Versalhes. Roubar dali é tocar num dos símbolos mais sensíveis da identidade nacional. Para especialistas, o caso pode redefinir políticas de proteção de acervos e até o uso de réplicas em exposições. Mas, convenhamos, nada substitui o original.

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