A dona da loja de vestidos de noiva My Vintage Dress, Camila Rossi, pediu desculpas às clientes que enfrentam atrasos na entrega dos vestidos contratados para seus casamentos. O caso ganhou repercussão depois que diversas consumidoras relataram problemas para receber os produtos e também para obter informações da empresa.
Loja de noivas My Vintage Dress virou alvo de reclamações após atrasos na entrega de vestidos contratados.
Segundo Camila, cerca de 300 noivas enfrentaram problemas com os pedidos. Em entrevista ao Fantástico, a empresária reconheceu a preocupação das clientes e afirmou que entende o impacto que os atrasos causaram em um momento tão importante.
Diante da crise, a empresa decidiu concentrar seus esforços nos pedidos que já havia vendido. Por isso, a loja reduziu o foco em novas vendas e passou a priorizar as entregas pendentes.
A mudança também gerou especulações sobre um possível encerramento das atividades. No entanto, Camila negou que a empresa esteja fechando as portas.
Segundo a empresária, a prioridade agora consiste em resolver os problemas dos pedidos existentes e entregar os vestidos às clientes.
Além disso, Camila reconheceu que a situação afetou diretamente a confiança das consumidoras. Para muitas noivas, o vestido representa uma parte importante da preparação para o casamento. Por isso, qualquer atraso pode gerar ainda mais preocupação.
A defesa de Camila afirma que uma fraude cometida por uma ex-funcionária agravou a situação financeira da empresa.
Segundo o advogado Luiz Augusto D’Urso, a funcionária teria desviado quase R$ 1 milhão. Além disso, ela teria vendido vestidos por valores abaixo do esperado.
De acordo com a defesa, esse episódio contribuiu para aumentar as dificuldades financeiras enfrentadas pela empresa.
No entanto, essa acusação representa a versão apresentada pela defesa da empresária. As autoridades ainda precisam analisar os fatos e definir eventuais responsabilidades.
Além das reclamações das clientes, a My Vintage Dress enfrenta uma ação de despejo relacionada ao imóvel onde mantém sua sede, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.
Segundo o advogado que representa o espólio do proprietário do imóvel, a empresa deixou de pagar o IPTU entre abril e agosto. Com isso, a dívida ultrapassou R$ 41 mil.
O aluguel do estabelecimento gira em torno de R$ 60 mil por mês.
Por outro lado, a defesa de Camila afirmou que a empresária ainda não havia recebido oficialmente a intimação sobre a ação. A defesa também informou que acompanha o processo.
A insatisfação das consumidoras chegou à sede da empresa. Cerca de oito noivas, acompanhadas de familiares, foram até o endereço em busca de informações sobre os vestidos.
Algumas clientes afirmaram que não conseguiam contato com a loja, mesmo com a proximidade das cerimônias.
Diante das reclamações, a empresa informou que enfrenta dificuldades na produção. Além disso, afirmou que prioriza os pedidos de casamentos que estão mais próximos.
A loja também informou que pretende entrar em contato individualmente com as clientes para apresentar informações sobre cada pedido.
As consumidoras também procuraram as autoridades. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, algumas vítimas registraram ocorrências no 14º Distrito Policial.
A polícia encaminhou os registros para as unidades responsáveis pelas regiões onde as vítimas moram.
Além disso, as autoridades investigam o caso como estelionato. Agora, a investigação deverá esclarecer as circunstâncias dos contratos, os atrasos nas entregas e as responsabilidades de cada envolvido.
O Procon-SP também acompanha a situação. O órgão informou que mantém contato com as consumidoras e com as instituições financeiras envolvidas nos pagamentos.
Além disso, o Procon continuará os procedimentos de fiscalização e apuração. Caso encontre irregularidades, o órgão poderá adotar medidas administrativas e encaminhar informações às autoridades competentes.
Em meio às reclamações, Camila Rossi reconheceu o impacto da situação sobre as consumidoras. A empresária afirmou que entende o desespero das noivas e destacou a importância de pedir desculpas.
Agora, a empresa concentra seus esforços na tentativa de solucionar os problemas e concluir as entregas pendentes.
Enquanto isso, as clientes continuam aguardando os vestidos e novas informações sobre os pedidos. Paralelamente, a polícia investiga as reclamações e o Procon acompanha o caso.
A investigação ainda deve esclarecer as circunstâncias que levaram à crise e determinar eventuais responsabilidades.
Fonte: UOL






