
Quem acompanha o noticiário internacional sabe: o desaparecimento de Madeleine McCann, em 2007, continua a intrigar autoridades e o público até hoje. Agora, uma nova declaração trouxe mais combustível para as especulações. Segundo Marc Verwilghen, ex-ministro da Justiça da Bélgica, a menina inglesa pode ter sido vítima de uma rede criminosa internacional que teria “encomendado” o sequestro.
A fala foi dada em entrevista ao jornal britânico The Sun e repercutiu em diversos veículos de imprensa. Verwilghen revelou que, apenas três dias antes do desaparecimento de Madeleine, as autoridades belgas emitiram um alerta a toda a Europa sobre a possível ação de uma rede de pedofilia que planejava raptar uma criança.
Madeleine tinha apenas três anos quando desapareceu do quarto de um resort em Praia da Luz, no Algarve, em Portugal. Seus pais, Kate e Gerry McCann, estavam jantando em um restaurante próximo quando perceberam que a filha havia sumido. Desde então, o caso ganhou dimensão global, tornando-se um dos desaparecimentos infantis mais midiáticos da história.
Ao longo de quase duas décadas, várias linhas de investigação foram exploradas. O alemão Christian Brueckner chegou a ser considerado o principal suspeito. No entanto, a recente libertação dele reacendeu teorias alternativas sobre o paradeiro da menina.
Segundo Verwilghen, a polícia belga recebeu informações de inteligência sugerindo que uma rede de pedofilia estava à procura de uma criança pequena para sequestrar. Três dias depois, Madeleine desapareceu. O ex-ministro diz acreditar que alguém teria visto a garota no resort, tirado uma foto e enviado à Bélgica. O grupo então teria aprovado a escolha e seguido com o rapto.
Para ele, a semelhança com outros casos investigados na Europa não pode ser ignorada.
“Quando vi a notícia do desaparecimento, tive um déjà vu. Parecia o mesmo padrão do caso Dutroux”, afirmou.
Quem é Marc Dutroux? Para quem não lembra, ele foi condenado nos anos 90 por sequestrar, estuprar e assassinar meninas na Bélgica. Seu caso abalou o país e levantou suspeitas sobre o funcionamento de redes de tráfico de menores no continente. Verwilghen participou da investigação e sempre defendeu que Dutroux não agia sozinho, mas fazia parte de um sistema maior.
Na entrevista, o ex-ministro lamentou que a comissão de inquérito da época não tenha sido autorizada a investigar mais a fundo essas conexões. Para ele, existe uma rede subterrânea que opera de forma fragmentada, mas eficiente, movida principalmente por interesses financeiros.
Até pouco tempo atrás, Christian Brueckner era visto como a chave para resolver o caso. Preso por outros crimes, ele foi acusado de envolvimento no desaparecimento de Madeleine. Porém, sua libertação abriu espaço para novas hipóteses, como a de que não se tratava de um sequestrador solitário, mas de uma organização criminosa.
Fontes ligadas à investigação alemã afirmaram ao BBC que acreditam ser “improvável que o responsável tenha agido sozinho”. Isso reforça a ideia de que Madeleine pode ter sido levada por uma rede bem estruturada.
Fontes: Aventuras na História






