Aprenda a hackear seu cérebro para desenvolver hábitos saudáveis

POR Pietro Bottura    EM Ciência e Tecnologia      17/11/14 às 19h36

Comer mais salada. Fazer exercícios ao acordar. Dormir mais de 6 horas por dia. Parar de beber durante a semana. Ah, são muitas coisas que todos queremos fazer para melhorar nosso corpo e qualidade de vida, mas a preguiça vira a pior inimiga nesse tipo de situação.

Apesar disso, existe uma forma de "enganar" seu cérebro e fazer com que algo chato ou difícil, a princípio, torne-se tão prazeroso quanto comer uma pizza inteira sozinho e tirar um cochilo depois. Para isso, são necessárias várias etapas, contemplando cada parte do objetivo almejado:

Barreiras

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Imagine que você quer começar a correr 5 km por dia. Mas antes de sair de casa, você precisa acordar no horário, trocar de roupa, talvez tomar um banho e comer algo para só então fazer o aquecimento e sair de casa. Se esse parece um processo longo, tente cortar detalhes: por exemplo, tome banho na volta, deixe a roupa separada na noite anterior e durma o suficiente para acordar disposto.

O Efeito Zeigarnik

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O que pode ser uma grande ajuda nesse processo, também, é o chamado "Efeito Zeigarnik", que consiste naquele desejo que o cérebro tem de terminar algo que foi deixado pela metade, que fica tomando nossa atenção até ser concluído.

Por isso, especialistas determinam que apenas ao dar início a uma atividade, mantendo uma postura mental positiva, é possível que a mesma seja concluída - o importante é não descambar pra desistência a partir daí. Por exemplo: se você sempre esquece de escovar os dentes, assim que entrar no banheiro, ponha pasta na escova. Só não esqueça ela lá depois!

Seu pior inimigo

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Outra coisa boa é eliminar o cansaço e preguiça mentais, principais inimigos para se iniciar algo complicado: assim que perceber que você está argumentando contra si mesmo de que "isso não vale a pena" ou "é cansativo demais", repreenda-se e lembre porque você quer fazer a atividade desejada. Com a ajuda da lógica, os esforços podem parecer menores.

Ou seja: no fim, tudo que é necessário para se desenvolver um hábito e aprender a tocar um instrumento, desenhar, falar outra língua ou pilotar um avião é a coragem de começar e a autosugestão. Daí pra frente, como disse Einstein, que sofria desse mesmo mal, o resto é "99% transpiração e 1% inspiração". Então, mãos à obra!

Pietro Bottura
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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