
Quando a gente pensa no “primeiro cachorro”, logo imagina lobos ancestrais que deram origem ao melhor amigo do homem. Mas e se eu te contar que já existiu um animal canino muito antes de qualquer lobo aparecer e até mesmo antes dos dinossauros? Pois é, há cerca de 270 milhões de anos, um predador chamado gorgonopsiano andava pela Terra, exibindo presas dignas de sabre.

Apesar do apelido de “cachorro”, ele não era um doguinho que você gostaria de ter em casa. Esse animal fazia parte de um grupo de répteis mamiferoides, antepassados distantes dos mamíferos modernos. Era rápido, tinha mandíbula poderosa e dentes compridos que o colocavam no topo da cadeia alimentar. Imagine uma mistura de lobo com tigre-dentes-de-sabre, mas numa versão ainda mais antiga.
Para se ter uma ideia, os gorgonopsianos já dominavam os ecossistemas terrestres quando os dinossauros sequer existiam. Eles surgiram no período Permiano, cerca de 30 milhões de anos antes do primeiro Tiranossauro dar as caras. Eram verdadeiros pioneiros na arte de ser predador.

Agora vem a parte curiosa: apesar da semelhança, o gorgonopsiano não é o ancestral direto dos cães modernos. O primeiro canídeo de verdade surgiu só 230 milhões de anos depois, na forma do Hesperocyon, um bichinho do tamanho de uma raposa que viveu na América do Norte há cerca de 40 milhões de anos. A partir dele, a linhagem se dividiu e deu origem a lobos, raposas e, claro, ao cachorro que hoje divide sofá com você.
Ou seja, o “cachorro mais antigo da história” não late, não abana o rabo e muito menos busca bolinha. Mas mostra como a evolução é cheia de surpresas. De um predador com presas de sabre no Permiano até o caramelo da sua rua, a linha do tempo canina é bem mais longa e curiosa do que parece.
Fonte: Mega Curioso





