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Astrônomos encontraram uma ”Super Terra” que é quase tão antiga quanto o universo

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universo é vasto e misterioso. Esse vácuo, conhecido como espaço, ainda é uma grande incógnita para os seres humanos e esconde segredos inimagináveis. Existem diversas teorias sobre o início disso tudo, e uma delas é o Big Bang. Essa análise se baseia em um ponto de densidade infinita. E como o próprio nome insinua, foi vítima de uma enorme explosão e sua onda de expansão gerou e moldou o cosmos.

Depois disso, surgiu toda a matéria, incluindo os conceitos de espaço e tempo. E acontece que os planetas também podem viver por muito tempo. Tanto que os astrônomos encontraram três exoplanetas orbitando, em volta de uma das estrelas mais antigas da galáxia, uma anã laranja chamada TOI-561 a apenas 280 anos-luz de distância. E um desses exoplanetas é um mundo rochoso 1,5 vez o tamanho da Terra.

Descoberta

Esse  exoplaneta tão perto da sua estrela, provavelmente, não será habitável mesmo sendo rochoso como o nosso planeta, Vênus e Marte. No entanto, o sistema TOI-561, com seus planetas e tudo mais, é um dos mais antigos já vistos. Ele tem uma idade estimada de aproximadamente 10 bilhões de anos.

Essa idade é duas vezes mais antiga que o sistema solar e quase tão antigo quanto o próprio universo. Essa descoberta é a evidência de que os exoplanetas rochosos podem ficar estáveis por muito tempo.

“TOI-561 b é um dos planetas rochosos mais antigos já descobertos. Sua existência mostra que o universo vem formando planetas rochosos quase desde seu início, há 14 bilhões de anos”, disse a astrônoma, Lauren Weiss, da Universidade do Havaí.

Ao todo foram identificados três planetas, os chamados TOI-561 b, TOI-561 c e TOI-561 d. Eles foram identificados através do telescópio espacial de caça a planetas da NASA, TESS.

Com esses dados e observações, os astrônomos conseguiram determinar os períodos orbitais e os tamanhos dos três exoplanetas. O mais externo é o TOI-561 d, que tem aproximadamente 2,3 vezes o tamanho da Terra e um período orbital de 16,3 dias. O segundo é TOI-561 c, que é 2,9 vezes o tamanho do nosso planeta e tem  um período orbital de 10,8 anos. Já TOI-561 b é 1,45 vezes o tamanho da Terra e seu período orbital é um pouco mais de 10,5 horas.

As estrelas mais antigas do universo são bem pobres em metais. E TOI-561 é um exemplo de baixa metalicidade. Assim como qualquer planeta que se formou no universo anterior também deve ser um planeta com baixa metalicidade.

Observações

De acordo com pesquisas anteriores, foi sugerido que existe um limite inferior de metalicidade para a formação de planetas rochosos. Até porque os elementos mais pesados são menos propensos a evaporar pela radiação estelar e os grãos sobrevivem por tempo suficiente no disco circunstelar para se juntarem e formar planetas.

E achar planetas como o  TOI-561 b pode ser uma ajuda para restringir esses modelos. Isso por sua vez pode ajudar os astrônomos a localizarem exoplanetas rochosos mais antigos.

“Embora seja improvável que este planeta em particular seja habitado hoje, ele pode ser o prenúncio de muitos mundos rochosos ainda a serem descobertos em torno das estrelas mais antigas de nossa galáxia”, concluiu Kane.

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