
As atletas japonesas estavam usando um uniforme com tecido anti-infravermelho nas Olimpíadas, mas poucos sabiam disso. Existe um motivo curioso para elas aderirem a esse material.
Em 1990, a Sony lançou as primeiras câmeras que filmavam no escuro: elas tinham um recurso chamado Anadwo Picture, que captava luz infravermelha.

Via Roder
Os sensores infravermelhos em câmeras funcionam capturando radiação infravermelha (IV), que é um tipo de radiação eletromagnética invisível ao olho humano, com comprimentos de onda maiores que a luz visível.
Todos os objetos emitem radiação infravermelha em função de sua temperatura. Quanto mais quente o objeto, mais intensa é a radiação emitida.
Assim, o sensor da câmera é sensível a esses comprimentos de onda infravermelhos. Existem dois tipos principais de sensores:
A radiação infravermelha capturada é convertida em sinais elétricos pelo sensor. Esses sinais são processados para criar uma imagem que representa as diferentes intensidades de radiação infravermelha.
Em uma câmera de imagem térmica, por exemplo, diferentes tons de cores ajudam a representar diferentes temperaturas, permitindo visualizar padrões de calor.
Em câmeras comuns que também capturam luz visível, pode haver um filtro de corte infravermelho que bloqueia o infravermelho durante a captura de imagens normais, mas que pode ser removido ou desativado em modos de captura específicos (como “visão noturna”).
Geralmente, se usa esse recurso em câmeras de segurança, por exemplo, para monitorar movimentos no escuro ou em condições adversas. Também é possível usar em dispositivos de visão noturna, como óculos e as próprias câmeras.
Sensores de passagem costumam abranger essa tecnologia, e, claro, os sensores infravermelhos que ajudam as câmeras térmicas para detectar diferenças de temperatura em uma cena, úteis em diagnósticos industriais, vigilância e operações de resgate.
A inovação foi um sucesso e também fez descobertas disruptivas. Se o recurso AnadwoShot estivesse habilitado durante o dia, as câmeras usadas para capturar vídeos captariam conforme os contornos corporais das pessoas e pareceria que elas estavam nuas.
O sensor infravermelho também detecta um corpo quente – especialmente se ele estiver mal coberto por um pano fino. Este truque requer um filtro especial na lente da câmera para funcionar (sem a quantidade de luz saturada ou sensor infravermelho).
Como a informação não circulava muito naqueles primórdios da internet – o que evitou que a coisa virasse um escândalo mundial.

Via Magazine
Como essas filmadoras caíram em desuso, alguns smartphones são capazes de capturar imagens infravermelhas. E isso tem sido um problema do Japão.
Em 2020, o Comité Olímpico Japonês anunciou que iria encontrar uma solução depois de alguns atletas alegarem ter visto fotos dos seus corpos, tiradas em infravermelho, circulando nas redes sociais e os programas de alguns eventos desportivos no Japão terem até proibido o uso de câmaras.
Mas existe uma solução tecnológica. A fabricante de equipamentos esportivos Mizuno criou um tecido anti-infravermelho especial, que está sendo utilizado nos uniformes dos atletas japoneses durante as Olimpíadas de Paris.
Ele é capaz de absorver a radiação infravermelha para evitar a captura de imagens desagradáveis.
Essa solução se tornou especialmente popular entre os mais jovens. As atletas não divulgaram a composição exata dos uniformes. No entanto, ele foi desenvolvido em parceria com a química Sumitomo e a empresa japonesa Kyodo Printing.
Fonte: Superinteressante, Brasil Escola




![Você pode nomear todos esses países da América do Sul? [Quiz]](https://www.fatosdesconhecidos.com.br/wp-content/uploads/2018/02/1-60-350x345.jpg)

