Brasileira de 116 anos pode ser a mais velha do mundo

Avatar for Henrique SantosHenrique SantosNotíciassetembro 22, 2025

A possível nova recordista mundial

Imagina viver tanto que você chega a ver três séculos diferentes? Pois é, essa pode ser a realidade da alagoana Joana do Espírito Santo, moradora de Rio Largo, região metropolitana de Maceió. Segundo registros do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e sua identidade, Joana nasceu em 2 de fevereiro de 1909. Isso significa que, em 2025, ela completa nada menos que 116 anos.

Se confirmada oficialmente, ela ultrapassaria a britânica Ethel Caterham, atual recordista reconhecida pela LongeviQuest e pelo Guinness, que também tem 116 anos, mas nasceu alguns meses depois de Joana.

Um detalhe que atrapalha tudo

Mas aqui vem o problema: a certidão de nascimento original de Joana se perdeu. Em 2010, uma enchente destruiu o cartório de Murici, onde ela havia sido registrada, além de arrasar a cidade de Rio Largo. Sem o documento, fica quase impossível formalizar o pedido de reconhecimento internacional.

A família até tentou recuperar os arquivos, mas nada foi encontrado. Resultado: Joana pode ser a mulher mais velha do mundo, mas ainda não tem como provar oficialmente.

A rotina da supercentenária

Apesar da idade, dona Joana leva a vida com tranquilidade. Ela mora com a filha Maria de Lourdes, tem cerca de 50 netos e bisnetos e participa de programas de saúde locais, recebendo acompanhamento médico semanal.

Segundo Lourdes, a mãe gosta de cantar durante a noite e só acorda perto do meio-dia. Quem não gostaria de chegar aos 116 anos com esse pique, não é?

Histórias com Lampião e Luiz Gonzaga

Se viver mais de um século já é impressionante, imagina ter memórias com personagens históricos. Joana lembra que Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, tocou em seu casamento, que durou três dias de festa. Além disso, ela garante que já viu de perto o cangaceiro Lampião.

Em um de seus relatos, conta que se escondeu debaixo da cama quando Lampião entrou em sua casa, elogiou a comida e até pegou um pouco do feijão no fogão. Uma cena que parece saída de filme, mas que dona Joana narra com riqueza de detalhes.

O que falta para o reconhecimento?

O Guinness e a LongeviQuest só validam recordes de idade com documentação oficial. Enquanto isso, dona Joana segue vivendo sua rotina simples, cheia de histórias para contar. Mesmo sem o título, já entrou para a memória de sua comunidade e para a curiosidade do mundo.

No fim das contas, talvez o que mais importe não seja o reconhecimento internacional, mas sim o fato de que Joana é testemunha viva de um século inteiro de transformações no Brasil.

E cá entre nós: se aos 116 anos ela ainda canta à noite e se lembra até do brilho do chapéu de Lampião, já merece o título de lenda.

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