
Estamos sempre na busca de várias maneiras de manter o nosso corpo perfeito e a saúde a mais ideal possível. Para conseguir esse objetivo, recorremos a vários meios, desde uma mudança na alimentação, na rotina, incluindo exercícios físicos e até um controle melhor das noites de sono. Dentre todas as possibilidades, poucas pessoas conhecem a caminhada nórdica.
Ela é uma modalidade que faz com que o gasto calórico seja intensificado porque ela incorpora bastões parecidos com os que são usados no esqui para ter um apoio nos movimentos.
No Brasil, a caminha nórdica ainda não é muito conhecida, mas ela está ganhando popularidade principalmente entre os grupos que querem um exercício de baixo impacto, que proteja as articulações, mas que também trabalhe o corpo de uma maneira mais completa.
De acordo com Herbert Gustavo Simões, professor de educação física da Universidade Católica de Brasília, essa forma de se exercitar tem chamado atenção das pessoas em grandes cidades e em lugares com trilhas, onde é possível fazer uma exploração do ambiente ao ar livre.
“Personal trainers e academias já incorporam a caminhada nórdica em programas voltados para reabilitação, terceira idade e até para atletas. A prática ativa mais grupos musculares, especialmente na parte superior do corpo, proporcionando um exercício mais completo e com maior gasto calórico”, disse ele.

JC PE
O professor faz uma comparação da caminhada nórdica com o aparelho elíptico visto nas academias porque os dois coordenam os movimentos dos braços e pernas, pedem mais massa muscular e aumentam o gasto energético. Contudo, Herbert pontua que, ao contrário do elíptico, com a caminhada nórdica é possível que haja uma variação de terrenos e uma experiência mais dinâmica, já que é feita ao ar livre.
Assim como toda atividade física, essa também traz seus benefícios. Dentre eles estão a melhora da postura, o fortalecimento dos braços e ombros, diminuição do impacto nas articulações e aprimoramento da aptidão cardiovascular.
Conforme Haroldo Santana, mestre em educação física e coordenador do curso de pós-graduação em Reabilitação em Lesões da Faculdade Uniguaçu, no Rio de Janeiro, a caminhada nórdica aumenta o envolvimento dos músculos do tronco e dos membros superiores. Isso faz com que haja uma ativação que não é vista na caminhada tradicional.
“Estudos indicam que a caminhada nórdica oferece benefícios significativos para o sistema cardiovascular, melhora a resistência muscular e diminui o risco de lesões, especialmente devido à ativação de músculos que não são normalmente engajados na caminhada tradicional”, afirmou ele.

Decathlon
O diferencial dessa atividade são os bastões que intensificam o gasto calórico e ativam uma gama de músculos mais ampla. Segundo Herbert, usar os bastões estimula o movimento ativo dos braços e trabalha os músculos do tronco, ombros, braços e costas. Isso faz com que a intensidade do exercício seja aumentada e um gasto energético maior é demandado.
Fazer esse esforço extra não ajuda somente na queima calórica, mas também na propulsão, o que aumenta a velocidade e intensidade da caminhada. Com relação aos bastões, Haroldo pontua que eles também tem um papel importante no fortalecimento do core e na estabilidade do corpo.
“A técnica de empurrar os bastões contra o solo gera uma maior demanda energética e consumo de oxigênio, aumentando o gasto calórico em até 25% em relação à caminhada sem bastões”, disse Haroldo.
Ele também frisou que alguns estudos mostram que o gasto calórico pode ser até 45% maior na caminhada nórdica do que a feita sem os bastões. “Em uma hora de prática, ele pode se aproximar de outras atividades aeróbicas, como corrida leve e ciclismo”, pontuou.
Fonte: Metrópoles





