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Cientistas usam baleias para treinar comunicação com alienígenas

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A vida fora da Terra é um assunto que levanta várias discussões. Tendo os alienígenas características como pele verde com cabeças grandes ou não, existem aqueles que acreditam que não estamos sozinhos no espaço e aqueles que acham que vida fora do nosso planeta é totalmente impossível.

Até o momento, não se pode afirmar que alienígenas, de fato, não existem, ao mesmo tempo que sua não existência também não é provada. Por conta disso que muitas pessoas acreditam que esses seres irão fazer contato com a Terra.

No entanto, saber como fazer essa interação com alienígenas é um desafio muito complexo. Nesse ponto, para que mal-entendidos cósmicos não sejam cometidos, os cientistas têm explorado a comunicação com baleias. Isso porque esses mamíferos marinhos têm sistemas de conversação sofisticados.

Comunicação

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Levando em conta que os seres de fora da Terra podem ter formas de comunicação totalmente diferentes das nossas, eles podem ter maneiras de comunicação que vão além do som, como por exemplo, movimentos, cheiros ou densidade do ar.

Então, o Instituto de Busca de Inteligência Extraterrestre (SETI), nos EUA, dedica-se a entender a comunicação com outras formas de vida inteligente. Os estudos começaram pelas baleias porque elas são reconhecidas por sua inteligência e sistemas de comunicação complexos. Por conta disso que os cientistas exploram a possibilidade de aprendizado com esses mamíferos.

Em 2021, foi realizado um experimento bem interessante por pesquisadores do SETI, UC Davis e da Fundação Baleias do Alaska. Nele, eles tentaram se comunicar com baleias jubarte reproduzindo uma saudação específica através de um alto-falante subaquático.

Como resultado, uma baleia jubarte de 38 anos chamada Twain pareceu ter respondido a essa saudação e até teve uma espécie de conversa com os pesquisadores. Por mais ou menos 20 minutos, a baleia interagiu com os sons que forma reproduzidos de uma forma parecida com a saudação que foi emitida em diferentes intervalos.

“Acreditamos que esta é a primeira troca comunicativa entre humanos e baleias jubarte na ‘língua’ jubarte”, disse Brenda McCowan, principal autora do estudo.

Por mais que essa interação não tenha sido uma coisa super emocionante, os pesquisadores conseguiram identificar três fases diferentes. O começo engajado, depois um período de agitação e ao final um desengajamento. Isso sugeriu que a baleia tinha perdido o interesse na comunicação.

Essa forma de interação é fundamental para que os cientistas consigam entender como se comunicar com possíveis alienígenas. Isso porque experimentos como esses podem ajudar no desenvolvimento de métodos para traduzir mensagens de sinais alienígenas, se eles forem detectados.

Alienígenas

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O estudo de formas de se comunicar com seres fora da Terra é importante para caso isso aconteça um dia. No entanto, se essas civilizações alienígenas realmente existem, por que elas não entram em contato com a nossa? Isso é chamado de Paradoxo de Fermi e vem tentado ser respondido por pesquisadores há algum tempo.

Agora, um novo estudo mostrou que a humanidade pode ter que esperar até 400 mil anos para que esse contato com alienígenas aconteça. Esse estudo foi feito pelos pesquisadores Wenjie Song e He Gao, que estimaram o número de civilizações inteligentes extraterrestres comunicantes (CETIs) que existem no universo através da possibilidade de surgir um planeta rochoso habitável e no estágio que estaria sua estrela hospedeira.

Depois que isso foi feito, eles criaram nove cenários diferentes em que essas CETIs variaram entre raras, cerca de 110 em toda Via Láctea, e comuns, na casa de cerca de 43 mil. Ao final, os pesquisadores fizeram a estimativa de quanto tempo uma civilização alienígena comunicadora teria que sobreviver antes de receber o sinal de outra. Como resultado, no cenário mais raro, esse tempo era de 400 mil anos, enquanto que no cenário mais comum o tempo era aproximadamente dois mil anos.

“A razão pela qual não recebemos um sinal pode ser porque o tempo de vida da comunicação humana não é suficientemente longo no momento”, diz um trecho do estudo.

Outro ponto levantado foi que o tempo de vida de uma civilização comunicadora é limitado por ela mesma e por fatores externos, como por exemplo, questões populacionais, aniquilação nuclear, mudanças climáticas repentinas, cometas invasores e mudanças ecológicas. Por conta de tudo isso, os humanos podem nem chegar a receber esse sinal de alienígenas antes de serem extintos.

Como essa possibilidade de contato alienígena é uma coisa que intriga praticamente todo mundo, não é de se espantar que existam vários estudos sobre isso. Tanto é que outros estudos probabilísticos sobre o Paradoxo de Fermi sugerem que as buscas por outras civilizações fora da Terra ainda são bastante limitadas.

Até porque, para que alguém recebesse um sinal enviado do nosso planeta, eles precisariam estar relativamente perto de nós. Contudo, os pesquisadores dizem que existem várias incertezas a respeito dessa probabilidade e CETIs podem acabar sendo encontradas mais cedo ou mais tarde.

Fonte: Olhar digital

Imagens: Olhar digital

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