Como foi ver do espaço a maior tempestade solar da década

A maior tempestade solar dos últimos 21 anos atingiu a Terra, proporcionando um espetáculo de auroras boreais em lugares incomuns, mas os cientistas continuam acompanhando as movimentações solares.

O Observatório Solar e Heliosférico (SOHO), uma colaboração entre a NASA e a Agência Espacial Europeia, está atento no espaço, monitorando os intensos ventos solares e a radiação eletromagnética.

Localizado entre o Sol e a Terra, o SOHO desfruta de uma posição privilegiada para estudar a atividade solar. Graças a essa localização estratégica, as câmeras do observatório capturaram gigantescas nuvens de partículas, sendo a maior delas registrada no sábado passado.

Além de monitorar as partículas carregadas eletricamente provenientes do Sol, o SOHO também registrou imagens de Júpiter e Vênus que aparecem como pontos brilhantes nas extremidades esquerda e direita das imagens, respectivamente.

O vídeo veio a partir dos dados coletados pelo instrumento LASCO do SOHO, que possui um coronógrafo composto por um telescópio e um disco que bloqueia a luz direta do Sol, permitindo assim a observação da coroa solar, geralmente obscurecida.

Via Abril

Movimentações solares extremas

No último final de semana, vivenciamos a tempestade geomagnética mais intensa dos últimos 20 anos.

O fenômeno teve início na semana anterior, quando a mancha solar AR3664 desencadeou uma série de explosões e ejeções de massa coronal (CME, na sigla em inglês) em direção ao espaço.

Muitas dessas movimentações solares pertenceram à classe X, que engloba as explosões solares mais poderosas já registradas. O impacto das CMEs enfraqueceu temporariamente o campo magnético terrestre, permitindo que partículas solares penetrassem na atmosfera.

Essas partículas interagiram com moléculas de gás, resultando na ocorrência de auroras em latitudes muito mais baixas do que o usual. Foi assim que testemunhamos auroras avermelhadas na Flórida, no México e até na Argentina.

Por que interessa tanto?

À medida que o Sol entra em um período mais ativo do seu ciclo, os cientistas estão intensificando os esforços para monitorar de perto as tempestades geomagnéticas.

Esses eventos, desencadeados por explosões solares e ejeções de massa coronal, podem ter impactos significativos aqui na Terra.

Quando uma tempestade geomagnética atinge nosso planeta, ela pode enfraquecer temporariamente o campo magnético da Terra. Isso pode levar a distúrbios nas comunicações por rádio, interferências em sistemas de navegação por satélite e até mesmo danos em redes elétricas.

Em casos extremos, as tempestades geomagnéticas podem causar blecautes em larga escala, afetando o funcionamento de infraestruturas essenciais e causando prejuízos econômicos.

Além disso, essas tempestades podem aumentar a intensidade e a visibilidade das auroras boreais e austrais, proporcionando espetáculos magníficos no céu noturno, como as auroras avermelhadas recentemente observadas em latitudes incomuns.

Por meio de observatórios espaciais e modelos computacionais avançados, os cientistas estão buscando entender melhor esses fenômenos solares e desenvolver sistemas de alerta precoce para mitigar os impactos das tempestades geomagnéticas aqui na Terra.

Via UOL

O monitoramento contínuo desses eventos é essencial para proteger nossas tecnologias e infraestruturas, garantindo assim a segurança e o funcionamento adequado de nossas sociedades em um mundo cada vez mais interconectado.

No entanto, nunca houve uma movimentação tão forte assim. Os cientistas estão abismados com o que isso pode significar. Já sabemos que estamos passando por mudanças extremas na atmosfera, mas é inédito essa magnitude.

Embora a vista pareça atrativa com as auroras boreais, também precisamos lembrar que não é um cenário comum. Por isso, existe ainda mais atenção nos próximos meses para ver como o céu vai se comportar.

Assim, no caso de mais tempestades, cientistas terão equipamentos para medir e apontar quais as resoluções que precisaremos daqui para frente.

 

Fonte: Terra

Imagens: CNN, Abril

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