Há 50 anos, os EUA realizaram um projeto ambicioso ao jogar 2 milhões de pneus no oceano perto de Fort Lauderdale, na Flórida

O oceano tem chance de ser uma das partes mais inexploradas e, por isso, surpreendentes do planeta Terra. Por conta disso, várias iniciativas são feitas tanto para explorar como para tentar preservar algo nesse ecossistema. Um exemplo disso aconteceu na década de 1970, quando os Estados Unidos tentaram promover a vida marinha e jogaram dois milhões de pneus no oceano.

O objetivo com isso era que os pneus agissem como estrutura para os corais e ajudassem na formação de um novo ecossistema marinho. Contudo, a realidade não foi bem essa. Depois de meio século, os resultados vistos por causa dessa iniciativa são alarmantes e com várias repercussões ambientais.

Como dito, a priori, essa ideia parecia ser algo promissor. Então, na época, os pneus foram unidos e afundados com o objetivo de que eles virassem o lar de novos corais. No entanto, com as tempestades e movimentos oceânicos, os pneus acabaram sendo dispersados e com isso danificaram os recifes naturais que existiam.

Pneus no oceano

ZAP

Outro ponto foi que não foi visto o crescimento de corais que era esperado nesses pneus afundados. Ao invés de se tornarem lares, eles acabarem se tornando obstáculos flutuantes.

Quando os pneus dispersaram no oceano, as consequências disso foram danos bem consideráveis. Como, por exemplo, a poluição das praias e dos ecossistemas locais que acabaram sofrendo perturbações significativas. Além disso, com a ação do tempo, os pneus começaram a desintegrar e a liberar substâncias tóxicas no oceano. Isso gerou mais uma complicação para a saúde dos ecossistemas locais.

O desastre dessa iniciativa foi reconhecido e com isso várias iniciativas de limpeza foram feitas durante anos. Por exemplo, desde 2001 projetos como o da Nova Southeastern University auxiliaram na retirada dos pneus, contudo isso teve um custo de logística e operação muito grande.

Por que deu errado

Olhar digital

Atualmente, essa luta ainda continua tendo participação de organizações como a 4Ocean. Ela faz o financiamento das atividades de limpeza através da venda de produtos reciclados.

O resultado dessa iniciativa mostrou que nem sempre boas intenções se materializam em bons resultados. Por isso que é necessário uma pesquisa e um planejamento adequado para que os fins sejam realmente de melhorias.

A situação desses pneus foi uma lição dura a respeito da gestão de resíduos e preservação ambiental e mostrou que uma ideia inovadora sem responsabilidade pode ter consequências desastrosas.

Outro ponto que esse caso ressalta é a necessidade de soluções de conservação que sejam mais sustentáveis e responsáveis. Isso continua como um lembrete de que a proteção do meio ambiente não se baseia somente em ideias inovadoras, mas sim em uma compreensão profunda dos sistemas naturais e de como toda e qualquer ação feita pelo homem afeta esses ecossistemas.

Problemas

Os problemas relacionados com os pneus não acontecem somente com eles embaixo d’água. Quem tem carro pode não saber, mas as ondas de calor também provocam danos aos pneus.

Por mais que os pneus tenham sido calibrados antes ou durante a onda de calor, a pressão interna deles terá que ser revisada depois que o tempo der uma esfriada. Se isso não for feito, o consumo de combustível do carro pode aumentar, além do desgaste dos pneus, um risco maior para as rodas, furos e até mesmo o risco de acontecer algum acidente.

A temperatura está diretamente associada à variação da calibragem. De acordo com artigos a respeito do tema que a Continental divulgou, foi visto que é preciso um aquecimento de cerca de 5,5° Celsius para que a pressão do pneu aumente uma libra. Ainda de acordo com ela, a cada quatro libras a menos, o consumo de combustível aumenta cerca de 1,5%.

Um exemplo: se a pessoa tiver calibrado os pneus em um dia de calor, quando eles atingem temperaturas mais altas do que a ambiente, ela verá que quando o clima voltar a ficar mais frio a temperatura do ar dentro dos pneus irá acompanhar essa queda, o que diminuirá a pressão interna deles.

Isso quer dizer que se, hipoteticamente, a temperatura do pneu cair 15° Celsius, o carro irá perder cerca de três libras em cada um dos cantos, ou até mais. Assim, se a pessoa não for no posto fazer a calibragem, as chances de acontecer alguma das consequências mencionadas aumentam.

Além delas, existe também o risco de calibragens desiguais, o que não resulta somente no desgaste diferente dos pneus, mas também irá forçar partes do carro como o diferencial.

Com um desgaste maior nos ombros dos pneus, a estabilidade do carro fica comprometida, o que gera um problema nas curvas com um aumento do “peso” da direção e à degradação do poder de frenagem do veículo.

De acordo com a NHTSA, agência governamental que cuida do trânsito nos Estados Unidos,  andar com os pneus com a pressão abaixo do que é indicado é a maior causa dos problemas neles. Mesmo assim, 27% dos carros e 32% das vans, caminhonetes e utilitários andam com, pelo menos, um pneu com a calibragem menor.

E como as ruas do nosso país têm buracos, quanto menos ar tiver dentro do pneu, mais vulnerável as rodas ficam, o que faz com que elas possam amassar mais facilmente.

Para evitar esses problemas existem algumas coisas que podem ser feitas. Por exemplo, verificar o manual do fabricante para saber qual é a calibragem correta e indicada.

Sempre calibrar os pneus antes de uma viagem. Dessa forma, eles estarão o mais frio possível, o que ajuda na precisão de leitura feita pelo calibrador do posto e garante que o carro não fique com uma pressão menor do que a recomendada.

Fonte: Click petróleo e gás, UOL

Imagens: ZAP, Olhar digital

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