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Como funcionará o reator nuclear que o Brasil está querendo construir?

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Estados Unidos e Coreia do Norte são alguns dos países que sempre afirmam, que têm poder poder destrutivo. Há uma disputa ainda para saber quem se sairia melhor em uma guerra. Enquanto isso, a questão nuclear continua sendo importante, para definir o futuro do nosso planeta. O Brasil não está de fora disso. Aqui no país, o Programa Nuclear começou a ser pensando ainda na década de 1950. Em 1979, a Marinha começou o desenvolvimento do seu próprio programa. A ideia era dominar o ciclo do combustível nuclear, ou seja, queria conseguir transformar o urânio, em combustível puro.

Isso serve para usar em usinas ou submarinos. E, apesar das dificuldades, como a falta de investimento do governo, a intenção ainda existe e foi trazida à tona recentemente. Por lei, o nosso país não pode desenvolver nenhuma tecnologia nuclear, para fins não pacíficos. Isso quer dizer que bombas estão fora de questão. O desejo pelo programa aumenta mais ainda porque, segundo o Boletim de Energia Nuclear Brasil e Mundo, o nosso país possui a quinta maior reserva de urânio do mundo. São 309 mil toneladas de urânio, o que representa 5,3% do total mundial. O Brasil já conta com quatro reatores nucleares, em funcionamento. Busca-se construir mais um, ainda mais potente do que os existentes.

Para que o Brasil quer mais um reator nuclear, avaliado em quase meio milhão de dólares?

Nuclear 1 600x385, Fatos Desconhecidos

“O que estamos construindo não é apenas um reator, mas todo um polo tecnológico. Esse vai nos ajudar a desenvolver inúmeras pesquisas nucleares”, disse José Augusto Perrota. José é coordenador récnoco do RMB na Comissão Nacional de Energia Nuclear. Ele ainda citou a parceria com o Sirius, acelerador de partículas brasileiro que está sendo construído em Campinas. “Vamos abrir aqui uma torneirinha de nêutrons, que vão ser muito usados”.

Além de um propósito militar, a Marinha visa construir o primeiro submarino nuclear do Brasil. O reator ainda vai tornar o país independente na produção de radiofármacos, que são usados na medicina nucelar. Isso é fundamental para o diagnóstico e tratamento de diversas doenças, como o câncer.

“Essa autonomia é superimportante, pois se amanhã o preço do dólar aumenta, não ficamos escravos deste recurso para sustentar o nosso desenvolvido”. Essa foi uma explicação da médica nuclear Evelinda Trindade, da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo. “Só produzindo esse conhecimento o Brasil vai ser autônomo, senão vai ficar sempre na promessa”, completou.

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Para o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, Juliano Cerci, essa especialidade precisa der democratizada. Isso porque, contando com produtos importados, fica ainda mais caro. “Existe medicina nuclear no SUS, mas é de difícil acesso e, às vezes, demoram três meses para autorizar um exame. E um paciente, com câncer, não pode esperar todo esse tempo”, explicou o médico.

E aí, o que você acha dessa decisão de ter mais um reator nuclear no Brasil? Comenta pra gente aí embaixo e compartilhe com seus amigos. Lembrando, mais uma vez, que o seu feedback é extremamente importante para o nosso crescimento. Aproveite para fazer um tour por nossas curiosidades.

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